LEVÍTICO
| 15. AS LEIS DE SANTIDADE Até aqui foram narrados os ritos para uma comunhão com Iahweh pelo Sacrifício e para se manter ou se recuperar a "pureza legal", sem o que não há Santidade. De agora em diante serão apresentadas normas de conduta e comportamento que também e por sua vez a favorecem ou a comprometem, nos termos da Aliança. São normas de moral religiosa buscando-se atingir uma Santidade interior, mais ampla e perfeita, que não se exaure em uma Pureza Legal, nem em uma Santificação Ritual, nem se identifica apenas com a exteriorização rotineira e apenas física. Desde o tempo da promulgação do Decálogo se lançaram as bases para a vida religiosa plena do Povo de Israel, o Código da Aliança, erigindo-se imediatamente um Santuário. Além disso, estabeleceu-se uma série de observâncias para a participação na vida em comunidade, nos Sacrifícios e para tornar Israel "a minha propriedade peculiar dentre todos os povos", e "um reino de sacerdotes e uma nação santa": Esta exigência de Santidade condicionada a "se atentamente ouvirdes a minha voz e se guardardes a minha Aliança", tornando-os "uma propriedade peculiar dentre todos os povos (...) um reino de sacerdotes e uma nação santa", vai se acentuar coerentemente nos rituais praticados no Santuário de acordo com a vontade de Iahweh, exteriorizando-se num comportamento assumido desde o interior, e não apenas exteriorizado fisicamente: Por causa disso, entre os compromissos assumidos na Aliança se incluiu o que se pode denominar de "Missão de Israel", várias vezes ratificada (cfr. Ex 34,13; Lv 18,3.24-30; Nm 33,52; Dt 7,5; 12,3.29-31) e com base nela se elaborou as leis atinentes ao "puro e impuro", para se evitar principalmente as práticas dos pagãos que os rodeavam, seja nos vários sacrifícios, seja no comportamento moral, seja na alimentação cotidiana (Os 9,3; Ez 4,13; Tb 1,10-12; Dn 1,8-12; Jdt 12,2-4; Lv 18,2-5): Israel então deveria assim se "separar" de outros povos principalmente pela conformação de sua conduta e de seu comportamento com a vontade de Iahweh, o que o levaria a se "santificar", "para serdes meus". Portanto, para se "santificar" (em seu radical hebraico traz o sentido de "separar, cortar"), era necessário "separar-se" ou "distinguir-se" dos pagãos e do modo deles se comportarem (Ex 19,6.10.14.22; Lv 11,44s; 18,24-30; 19,2; 20,7.8; 21,1-8; 22,1-9.31-33; Nm 31,19-24): Assim é que, desde o alvorecer bíblico, tal como com Adão e Eva que "se esconderam da presença de Deus" (Gn 3,8), se usa a expressão "andou com Deus" (cfr. Gn 5,21.24; 6,9) ou "andar na presença de Deus e ser perfeito" (Gn 17,1) ou outras equivalentes tais como "guardar os caminhos de Iahweh praticando o direito e a justiça" (Gn 18,19), para se exprimir e traduzir a Santidade de vida, e vinculando-a ao dever de "observar os meus preceitos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles", mantendo-se uma estreita comunhão com Iahweh: Facilmente se percebe a já referida e estreita ligação do conceito de "santo" com um sentido claro do que "é separado", daquilo que não se mistura com o que for "profano", até mesmo no comportamento. Esse conceito de Santo em "guardar os caminhos de Iahweh praticando o direito e a justiça" (Gn 18,19), é ainda bem claro nas palavras do Salmista muitos séculos depois, pela união que se almeja com Iahweh, seja "habitando no teu tabernáculo" seja "descansando no teu santo monte": "Quem, Iahweh, habitará no teu tabernáculo? Quem descansará no teu santo monte? Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do seu coração fala a verdade; que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu semelhante, nem contra ele aceita difamação; aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda; que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe dádivas contra o inocente. Aquele que assim procede nunca será abalado" (Sl 15,1-5). Isso porque a fonte única e o fundamento de toda a Santidade é Iahweh pelo fato de que somente Iahweh é Santo, em virtude de ser o único absolutamente "separado", e, em assim sendo, só Iahweh Santifica (Lv 19,2; 20,7-8.26; 21,6.8.15.23; 22,9.16.32), santificação que se vincula como conseqüência à ordem de "guardai os meus estatutos, e cumpri-os": E tudo isso vai então ecoar como um grito solene de Iahweh e em torno do qual gira a Santidade, na narrativa levítica: Essa Santidade está estreitamente vinculada ao cumprimento da vontade de Iahweh prescrita nos seus preceitos ou mandamentos: "Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou Iahweh, que vos santifico" - claro fica a vinculação da Santidade com o cumprimento dos preceitos emanados da vontade de Iahweh consubstanciados nestes trechos, selecionados dentre muitos outros. Principalmente quando diz "pelos quais o homem, observando-os, viverá", assume a posse de bens e bênçãos necessárias a uma vida feliz, de que é "figura" o Jardim do Éden, onde contrasta com a violação do preceito pelo que "morrerás" (Gn 2,17).
15.1 A Lei de Santidade do Sacrifício e de Culto (Lv 17) Usando uma terminologia atual, é de se dizer que a primeira regulamentação havida é a da Santidade do Sacrifício e de Culto: Desde o Dilúvio não é tolerada a matança indiscriminada de homens e de animais por cujo derramamento do sangue se responde de igual maneira, vedando-se totalmente o seu consumo: O sangue e o respeito por ele torna-se essencial ao Sacrifício (Lv 17,11.14) e é a razão dos primeiros cuidados a serem observados numa Santidade mais voltada ao interior. Assim, por ser Vida, só pode ser vertido para o Autor da Vida, em virtude do que, vigorava a regra de não haver abate sem o ritual do Sacrifício: A Vida é um Dom de Deus, só a Ele pertence, e ela é, como se acreditava, inseparável do sangue motivo porque é Iahweh quem o "tem dado sobre o altar", numa concessão que faz, apenas e tão somente, "para fazer expiação pelas vossas faltas". Não permite o seu consumo como alimento, nem dos animais "puros" abatidos em caça, dos quais "derramar-se-á o sangue e o cobrirá com terra". E é por causa disso também que se torna necessário, indispensável mesmo, que "qualquer Israelita que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, dentro ou fora do acampamento, e não o trouxer à porta da tenda da reunião, para o oferecer como oferta a Iahweh diante do tabernáculo de Iahweh, a esse homem será réu do sangue; derramou sangue, pelo que será extirpado do meio de seu povo" (Lv 17,3-4). Com isso já se anuncia a futura exigência da "unidade de santuário": "...a esse homem será imputado o sangue; derramou sangue, pelo que será extirpado do seu povo" - é a violação da Lei do Respeito à Vida, seja humana seja animal, pois a vida pertence só a Iahweh, pelo que Ele mesmo punirá o culpado, pois "contra essa pessoa voltarei o meu rosto" (Lv 17,10), "extirpando-a do meio do povo" (Lv 17,4), numa espécie de excomunhão. Esse respeito pelo sangue vai vigorar ainda nos primórdios do Cristianismo:
15.2 A Lei do Amor ao Próximo e a Santidade dos Costumes (Lv 18-20) A narrativa vem a ser impregnada de refrãos, que fazem dos versículos que separam, episódios de uma formulação moral. São como que chamadas de atenção para o princípio ordenador da Santidade a que Israel está comprometido e a sua fonte em Iahweh, para se distinguir dos outros povos pagãos de costumes reprovados: Considerando o paganismo do Egito, traz à baila a Aliança e o Decálogo unindo-os no futuro à Terra Prometida ou Terra de Canaã, cujos costumes também são por Iahweh rechaçados como pecaminosos. Apresenta então desenvolvimentos atinentes à Santidade e à dignidade da natureza humana no Casamento, quanto às uniões ilícitas tidas como incestuosas, bem como alguns tipos de consangüinidade, nem sempre concordes com os atuais, cujas causas que não científicas, mas religiosas, se desconhecem as mais das vezes. Combate-se o adultério de ambos os cônjuges (Lv 18,20 / Lv 20,10), e a proibição de se entregar os descendentes a Moloc, em sacrifício, bem como a sodomia, juntamente com o comércio carnal com animais, o que leva a crer numa condenação da prostituição sagrada que incluía homens, comum aos povos pagãos de então. Tudo vai desaguar naquele grito central que já ecoa e vai ecoar por toda a vida Israelense: Não se pode deixar de perceber a presença salpicada de frases desse tipo espalhadas por todo o contexto, seguidas e encimadas por normas de conduta moral advindas as mais das vezes do Decálogo, numa espécie de lista de exemplos de algumas faltas que não se deve cometer, caracterizando-se, pelo diapasão contínuo, a fonte interior das normas de procedimentos que deve orientar o Israelita. Além disso esse desenrolar vai desabrochar na regra básica e genérica, profundamente vinculada a Iahweh: "...amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Iahweh" - este preceito vai ser modificado por Jesus Cristo, não mais se restringindo em "...os filhos do teu povo..." o qualificativo de "próximo", mas ampliando-o a qualquer outra pessoa com quem de alguma forma se relacione, e por fidelidade e obediência a Iahweh que assim os manda "guardar as minhas leis" (Lv 19,19a). Jesus vai então unir num só dois mandamentos e ampliar a noção de próximo, estendendo-a a todo "aquele com quem se deve usar de misericórdia", com o que a universaliza: Este episódio vai mostrar a necessidade de se conhecer o Antigo Testamento para melhor se compreender o Novo. Ao que se vê de início "um homem descia de Jerusalém a Jericó", qual seja, pelas localidades que se menciona, um judeu, quem se sabe ser inimigo do povo da Samaria, por causa da idolatria pagã lá estabelecida (2Rs 17,24-41), que foi assaltado e muito ferido, "deixando-o meio morto". Foi um samaritano "que se encheu de compaixão e do inimigo cuidou", após ter passado ao largo um sacerdote e um levita [respectivamente da Casa de Aarão (Ex 29) e da Tribo de Levi (Nm 8,17-19), de cujo sacerdócio perene já se tomou conhecimento aqui]. Assim, se vê que, passa ao largo um sacerdote "pleno" e um "auxiliar", sem lhe prestar socorro, o que faz um inimigo, um samaritano. Jesus não os está condenando, mas mostrando ao doutor da lei que "querendo justificar-se, perguntou a Jesus quem era o seu próximo", com um exemplo prático a eficiência do verdadeiro Amor ao Próximo. Amor bem diferente daquele que a Lei de Santidade exigia, impedindo até mesmo que se aproximasse de uma pessoa que parecia morta ("deixando-o meio morto"), sob pena de se tornar "impuro" (Lv 10,6; 21,1.10 / Nm 6,6), ao contrário do modo de agir do inimigo e estrangeiro samaritano. Contrasta ainda com o preconceito legal de que "o próximo seria um dos filhos de seu povo", tendo sido o inimigo o verdadeiro "próximo do ferido". |
Vários exemplos de situações envolvendo o "amor ao próximo, 'dos filhos de seu povo'" são mencionados após a repetição da repulsa que Iahweh sente pelos costumes dos povos pagãos, querendo que não sejam praticados pelos Israelitas, o Povo de Deus: Dentre essas situações se destacam vários deveres de justiça ao próximo de então, "outro Israelita", proibindo-se o roubo, a fraude, a mentira, o falso juramento, a opressão e o prejuízo do menos favorecido (Lv 19,11-13.35.36), a parcialidade nos julgamentos (Lv 19,15s), o desrespeito aos pais e aos velhos, bem como aos estrangeiros (Lv 19,3.32-34), o sadismo contra enfermos e portadores de defeitos físicos (Lv 19,14), a maledicência, a difamação, o ódio e a vingança (Lv 19,16-18); algumas disposições quanto aos pobres (Lv 19,9s.13); quanto aos variados costumes éticos de então e a condenação de sortilégios, incisões de luto, tatuagem, recorrer-se a feiticeiros e consultar adivinhos (Lv 19,19.26-31), a "incircuncisão" de frutas nas terras conquistadas, delas só se podendo alimentar após três anos de purificação e um ano de consagração, por serem contaminadas com as impurezas dos costumes pagãos (Lv 19,23-25); quanto ao adultério com uma escrava, uma exceção sui-generis (Lv 19,20-22) e muitos outros casos de leitura fácil, a que se remete o estudo. É de se destacar algumas recomendações quanto aos Sacrifícios Pacíficos eis que mais ligados aos leigos, únicos em que participavam da manducação das oferendas, instruindo-os para não se perder a eficácia pela inobservância do prazo ritual para as consumir, e não incorrer em falta muito grave e por isso ser "extirpado do meio de seu povo" (Lv 19,5-8). São ordenanças religiosas, éticas e sociais, de colorido profundamente interior, em que se destacava principalmente a busca sistemática da Santidade de vida, tão cara a Iahweh, que assim "os santificaria" (Lv 20,8). Segue um elenco de penas de morte a que se sujeitam os transgressores a começar com a idolatria e os sacrifícios humanos a Moloc, bem como o adultério, o comércio carnal entre homens e animais e vários outros exemplos de desordens e taras sexuais, bem como uniões tidas como ilícitas e então praticados pelos outros povos, punições que se estendem aos que se omitem em puni-los (Lv 20,1-30): Não há de se qualificar de cruéis a essas penas, comparando-as com as conquistas atuais, mas lembrar-se de que naquela época, para a organização tribal e patriarcal de então, além de profundamente vinculada à Aliança, era uma questão de vida ou morte, de verdadeira sobrevivência, tal como seria atualmente a prática de um ato que colocasse em perigo a segurança pública. Não se pode julgar o passado com as racionalizações atuais.
15.3 A Lei de Santidade dos Sacerdotes e das Oferendas (Lv 21-22) O que o Sacerdócio representava para o Povo de Israel é facilmente compreensível pela estrutura teocrática da nação, que se formava a partir da Aliança contraída com os Patriarcas, que a celebraram com o Sacrifício, do qual desde então sempre partiam e em cuja direção caminhavam. Por meio dele, seguindo o caminho aberto por eles, buscou chegar a Iahweh e dEle receber as bênçãos de que carecia até mesmo ao conclui-la no Sinai, quando se formou. Basta que se observe que nem mesmo uma simples refeição podia ser tomada sem se considerar as mais elementares regras sacrificiais, a partir da veneração do sangue como fonte da vida e sua restituição ao solo, bem como não se nutrindo de animais classificados como "impuros". Com a unificação do santuário, até mesmo a Páscoa, solenidade familiar por excelência, terá o seu cordeiro imolado no templo e o Sangue derramado no Altar por um Sacerdote (2Cro 35,11 / Dt 12). O Sacerdócio, por causa dele, vai se tornar o centro de toda a vida Israelita. Assim sendo, deles a Santidade é mais rigorosamente exigida: Aqui mais aparece a clássica distinção que se estabeleceu entre os Sacerdotes: "Aarão", aquele "sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da Unção" (Lv 8,12) e "os filhos de Aarão", elevados ao sacerdócio em conjunto com Aarão, numa Unção "indireta e por aspersão" (Lv 8,13.24.30). Exigia-se mais Santidade do Sumo Sacerdote, por causa da Unção direta que recebeu (Lv 21,10-15), que dos demais (Lv 21,1-9), para se evitar a contaminação do Santuário e do Culto por alguma profanação, degenerando-se toda a estrutura cultual. Caber-lhe-ia zelar pela pureza de seus irmãos e do culto, em virtude da responsabilidade que assumira para o pleno desempenho de sua função sagrada. Assim não poderia se aproximar de um morto, mesmo que seu pai ou mãe, nem exteriorizar os sinais de luto, nem então se afastar do Santuário e só poderia tomar por esposa uma virgem: Já "os filhos de Aarão" têm observâncias distintas e menos rigorosas: Além disso, existem as que se destinam a ambos os Sacerdotes: A precaução com o casamento que contraíam era devido à responsabilidade familiar assumida para o exercício do Sacerdócio, que não poderia correr o risco de se contaminar com o profano, nem muito menos se deformar ou se desviar para a infidelidade, pela mistura com outros povos com costumes e superstições pagãs, tal como se afirma: Ainda não se esquecera da advertência feita por ocasião do ocorrido a Nadab e Abiú, tamanha era a Santidade Sacerdotal que se exigia pelas conseqüências advindas para todos os irmãos do povo e pela responsabilidade que detinham principalmente no pastoreio deles: "... serei glorificado diante de todo o povo" e "...para que não morrais, nem venha a ira de Iahweh sobre todo o povo..."- Assim se resumia relação de reciprocidade entre ambos, em que a Santidade do Sacerdote refletia sobre o Povo. E, tamanha era a suntuosidade que ornava o Culto Israelita, que se rejeitava no cerimonial toda a imperfeição possível, até mesmo humana, como uma homenagem à majestade de Iahweh: Porém, apesar de aleijado, o descendente de Aarão, sacerdote por direito perpétuo (Ex 29), participaria de seu direito apenas nas partes que lhe eram consagradas nos vários Sacrifícios, alimentando-se delas com a sua família: O Sacerdócio por si só não impedia o Sacerdote de se contaminar com alguma impureza legal afastando-o do Santuário como qualquer Israelita, bem como do exercício de sua função sagrada, competindo-lhe purificar-se conforme as normas vigentes e devotar a Iahweh uma maior homenagem de vida santificada, tendo em vista os compromissos assumidos na Aliança e corporificados desde o Egito: Da mesma forma as vítimas destinadas às Oferendas não podiam apresentar nenhum defeito físico, nenhuma imperfeição, numa homenagem submissa e solene à majestade de Iahweh, a quem oferecer-se-ia o que havia de melhor no rebanho, nunca um refugo: Isso ao lado de algumas aparentes superstições tais como deixar a cria com a mãe no mínimo sete dias e somente então a imolar, bem como não matar a mãe e sua cria no mesmo dia (Lv 22,27), sob pena de não ser aceita a oferta, bem como qualquer sacrifício, mesmo o de Ação de Graças, deveria ser alvo de fidelidade a todos os detalhes rituais, "de modo a serdes aceitos": "...e serei santificado no meio dos filhos de Israel" - Não é possível passar adiante sem se questionar: como é possível "ser santificado" aquele que santifica, ou seja, "Iahweh que vos santifico"? É que desde "que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus", indicou-lhes como adquirir a Santidade que oferecia, pelo que, exteriorizada na conduta e no comportamento de todos e de cada um, o nome de Iahweh, um Deus Santo, seria glorificado e reconhecido, tal como no Egito onde assim se impôs pelos prodígios praticados. Jesus vai incluir isso na Oração do Pai Nosso (Mt 6,9-10 e Lc 11,2), vinculando o "santificado seja o teu nome" com o "venha o teu reino" e "seja feita a tua vontade": O que ratificará dizendo ainda que as obras praticadas pelos seus discípulos devem brilhar para que os homens, vendo-as, glorifiquem a Deus (Mt 5,14-16): Não é diferente do que ensina a Igreja: |
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