Domingo, 27 de janeiro de 2008
3ª Semana do Tempo Comum, Ano “A” 3ª Semana do Saltério (III Volume), cor Verde
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo. (Sl 95, 1.6)
Hoje: Dia Mundial do Hanseniano
Santos do Dia: Ananias de Damasco (citado em At 9,10-19, mártir), Apolo de Heliópolis (abade), Artemas de Pozzuoli (mártir), Donato, Sabino e Ágape (mártires de Antioquia), Joel de Pulsano (abade), Juventino e Maximino (mártires de Antioquia), Públio de Zeugma (abade).
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos , em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Isaías (Is 8, 23b—9,3)
Na Galiléia, o povo viu brilhar uma grande luz
23bNo tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galiléia das nações. 9,1O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais – tu os abateste como na jornada de Madiã. Palavra do Senhor!
Salmo: 26 (27), 1.4.13-14 (R/.1a.1c)
O Senhor é minha luz e salvação.
O senhor é a proteção da minha vida
1aO Senhor é minha luz e salvação; 1bde quem eu terei medo? 1cO Senhor é a proteção da minha vida; 1dperante quem eu tremerei?
4Ao
Senhor eu peço apenas uma coisa, é só isto que eu desejo: habitar no santuário
do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo
no seu templo.
13Sei
que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. 14Espera no Senhor e
tem coragem, espera no Senhor!
II Leitura: 1 Coríntios (1Cor 1.10—13.17)
Sede todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós
10Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós.
12Digo
isto, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”;
ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo”! 13Será que Cristo
está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome
de Paulo que fostes batizados? 17De fato, Cristo não
me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer
dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. Palavra
do Senhor!
Evangelho: Mateus (Mt 4, 12-23)
Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir
o que foi dito pelo profeta Isaías
12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galiléia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galiléia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galiléia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”.
18Quando
Jesus andava à beira do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro,
e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles:
“Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles,
imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco
mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, Filho de Zebedeu, e seu irmão João.
Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles, imediatamente
deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por
toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e
curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. Palavra
da Salvação!
Jesus, luz do mundo [1]
A luz é uma das necessidades primordiais do homem. Não é apenas um elemento necessário à vida, mas como que a imagem da própria vida. Isso influiu profundamente na linguagem, para a qual "ver a luz", "virá luz" significa nascer; "ver a luz do sol" é sinônimo de viver... Ao contrário, quando um homem morre, diz-se que se apagou', que "fechou os olhos à luz"... A Bíblia usa esta palavra como símbolo da salvação. O salmo responsorial põe a luz em estreita relação com a salvação. "O Senhor é minha luz e minha salvação”.
"Deus é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5). "Habita uma luz inacessível" (1Tm 6,16). Em Jesus, a luz de Deus vem brilhar sobre a terra: "Veio ao mundo a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9). "Eu como luz vim ao mundo, para que todo o que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12,46).
Passar das trevas à luz
Arrancado às trevas do pecado e imerso na luz de Cristo, através do batismo, o cristão deve fazer as
obras da luz: "Se outrora éreis treva, agora sois luz no Senhor. Comportai-vos, pois, como filhos da luz" (Ef 5,8). A passagem das trevas à luz é a conversão, a entrada no reino de Deus (evangelho). Sabemos o que quer dizer converter-se e fazer penitência. Indica mudança radical da nossa vida, uma inversão na escala dos valores que o mundo propõe e das nossas preocupações cotidianas, que não são certamente os que o evangelho propõe no sermão da montanha. O reino de Deus está presente ou desaparece, aproxima-se ou se distancia, conforme a nossa vontade de conversão. Esta, por seu lado, jamais se pode considerar completa de uma vez para sempre, mas é uma tensão cotidiana, assim como a fidelidade não é algo que se adquire no momento da promessa, mas uma realidade a viver cada minuto. Por outro lado, o cristão, mesmo depois do batismo, nunca é pura luz, é um misto de luz e trevas; por isso, sua vida é luta. Mas Cristo o reveste das armas da luz (Ef 6,11-17). Assim, o cristão está seguro de que depois de ter "participado na terra da sorte dos santos na luz" (Cl 1,12) "brilhará como o sol no temo do Pai" (Mt 13,43) e "na sua luz verá a luz" (cf SI 35,10).
A luz é uma das necessidades primordiais do homem. Não é apenas um elemento necessário à vida, mas como que a imagem da própria vida. Isso influiu profundamente na linguagem, para a qual "ver a luz", "virá luz" significa nascer; "ver a luz do sol" é sinônimo de viver... Ao contrário, quando um homem morre, diz-se que se apagou', que "fechou os olhos à luz"... A Bíblia usa esta palavra como símbolo da salvação. O salmo responsorial põe a luz em estreita relação com a salvação. "O Senhor é minha luz e minha salvação”.
"Deus é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5). "Habita uma luz inacessível" (1Tm 6,16). Em Jesus, a luz de Deus vem brilhar sobre a terra: "Veio ao mundo a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9). "Eu como luz vim ao mundo, para que todo o que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12,46).
Passar das trevas à luz
Arrancado às trevas do pecado e imerso na luz de Cristo, através do batismo, o cristão deve fazer as obras da luz: "Se outrora éreis treva, agora sois luz no Senhor. Comportai-vos, pois, como filhos da luz" (Ef 5,8). A passagem das trevas à luz é a conversão, a entrada no reino de Deus (evangelho). Sabemos o que quer dizer converter-se e fazer penitência. Indica mudança radical da nossa vida, uma inversão na escala dos valores que o mundo propõe e das nossas preocupações cotidianas, que não são certamente os que o evangelho propõe no sermão da montanha. O reino de Deus está presente ou desaparece, aproxima-se ou se distancia, conforme a nossa vontade de conversão. Esta, por seu lado, jamais se pode considerar completa de uma vez para sempre, mas é uma tensão cotidiana, assim como a fidelidade não é algo que se adquire no momento da promessa, mas uma realidade a viver cada minuto. Por outro lado, o cristão, mesmo depois do batismo, nunca é pura luz, é um misto de luz e trevas; por isso, sua vida é luta. Mas Cristo o reveste das armas da luz (Ef 6,11-17). Assim, o cristão está seguro de que depois de ter "participado na terra da sorte dos santos na luz" (Cl 1,12) "brilhará como o sol no temo do Pai" (Mt 13,43) e "na sua luz verá a luz" (cf SI 35,10).
João Batista e Cristo resumem sua pregação no convite à conversão: "Convertei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (evangelho). Os judeus, que ouviam este anúncio, formulavam muitas vezes objeções: Nós somos filhos de Abraão, vivemos na segurança de um povo escolhido por Deus, temos as instituições religiosas que nos garantem a possibilidade de observar a Lei. Não temos necessidade de converter-nos (cf Mt 3,9s).
Evangelização é luz
Esta é, muitas vezes inconscientemente, a atitude de grande número de cristãos, para os quais a palavra conversão parece estranha, distante, aplicável somente a quem "vive nas trevas do erro e do pecado"... A evangelização cristã começa em Cafarnaum com o anúncio de Jesus: "Convertei-vos". Este anúncio deve ressoar continuamente também em nossas comunidades tradicionais (paróquias e dioceses). Hoje estamos redescobrindo a necessidade de uma volta a evangelização. Nossa pastoral do passado considerava-a como consumada, e se limitava quase exclusivamente à catequese. Agora percebemos que isto não é mais suficiente.
Conversão é luz
Como Cristo, também a Igreja deve, hoje como sempre, empenhar-se em libertar o homem do pecado, pois o anúncio da conversão éo fim primário que justifica sua própria existência. Nela deve manifestar-se constantemente a liberdade do Espírito no serviço recíproco, no reconhecimento e na coordenação dos dons que Deus faz a cada um dos fiéis, e assim deveria ser, diante do mundo, o sinal visível do reino de Deus na terra. Por isto, a Igreja como instituição também é continuamente interpelada e julgada pela palavra de Deus. Também ela está em estado de conversão permanente. O cristão que, "movido pelo Espírito, está atento e dócil à palavra de Deus, segue um itinerário de conversão para ele... que pode comportar, ao mesmo tempo, a alegria do encontro e a contínua exigência de ulterior busca; o arrependimento pela infidelidade e a coragem de recomeçar; a paz da descoberta e a ânsia de novos conhecimentos; a certeza da verdade e a constante necessidade de nova luz".