Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
I Semana da Quaresma, I Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Roxa
Vós fostes, Senhor, o refúgio para nós de geração em geração: desde sempre e para sempre vós sois Deus. (Sl 89, 1-2)
Santos: Benigno de Todi (presbítero, mártir), Catarina de Ricci (virgem), Ermenilda de Ely (viúva, monja), Estêvão de Lião (bispo), Estêvão de Rieti (abade), Fulcrano de Lodève (bispo), Fusca e Maura (mártires de Ravena), Gilberto de Meaux (bispo), Gosberto de Osnabruck (monge, bispo), Huna de Ely (monge), Juliano de Lião (mártir), Licínio de Angers (bispo), Martiniano de Cesaréia (eremita), Poliêucto de Melitene (mártir), Arcângela Girlani (virgem, bem-aventurada), Beatriz de d'Ornacieux (virgem, bem-aventurada), Cristina de Spoleto (penitente, bem-aventurada), Eustóquia de Pádua (virgem, bem-aventurada), João Lantrua (franciscano, mártir da China, bem-aventurado), Jordão de Saxônia (presbítero dominicano, bem-aventurado), Paulo Lieou (leigo chinês, mártir, bem-aventurado), Paulo Loc (presbítero da China, mártir, bem-aventurado).
Oração do Dia: Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Jonas (Jn 3, 1-10)
Conversão de Nínive e perdão divino
1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2"Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar".
3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: "Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída". 5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza.
7Em seguida, fez proclamar, em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: "Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer".
10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal, que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Os ninivitas se afastavam do mau caminho
Se nos pusermos do lado de Jonas, deveremos recordar que Nínive, isto é, o mundo, os outros, os não-cristãos, estão dentro dos confins do amor de Deus; que Deus não quer condená-los, mas salvá-los; que Deus "vela paternalmente sobre todos, quis que todos os homens constituíssem uma só família e se tratassem mutuamente como irmãos" (GS 24). O livro de Jonas exorta o povo de Deus a não se dobrar sobre si mesmo, não se fecha'; pensando ser a comunidade dos salvos, talvez perseguida pelos demais. Os cristãos foram escolhidos por Deus, não para um privilégio, e sim para um serviço. Fomos escolhidos por ele para testemunhar uma salvação oferecida a todos. No contexto da Quaresma, esta leitura é convite a colocarmo-nos do lado dos ninivitas. O Senhor está no meio de nós e nos concede quarenta dias para fazermos penitência. Os habitantes de Nínive acolheram a palavra de Deus e converteram-se. Só poderemos proclamar o convite à conversão se pudermos dar testemunho de que ela tem significado para nós.
Salmo: 50(51),
3-4.12-13.18-19 (R/.19b)
Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
1Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 4Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
12Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
18Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho: Lucas (Lc 11, 29-32)
Nenhum sinal será dado a esta geração a não ser o sinal de Jonas
Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal rainha do sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas". Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho
Jesus, maior que Jonas
O povo pede a Jesus um sinal. Tal pedido manifesta uma predisposição a não crer nele e a pôr sob suspeita seus ensinamentos, bem como seu poder de realizar milagres. Como a fé é um pressuposto da correta avaliação do ministério de Jesus, só lhe restava refutar qualquer pretensão de exigir provas espetaculares de sua condição messiânica. Neste contexto, a oferta do sinal de Jonas pode parecer um tanto estranha, e dar a impressão de ser uma concessão.
Que relação existia entre a experiência de Jonas e a de Jesus?
Jonas era um desconhecido que, chegando a Nínive, capital do reino assírio,
pôs-se a conclamar o povo à conversão. Era estrangeiro e desprovido de qualquer
credencial para a missão profética. Falava em nome de um Deus que não correspondia
ao deus cultuado pela população local. Não podia garantir que dessem crédito às
suas palavras. Entretanto, os habitantes de Nínive "proclamaram um jejum e
se vestiram de sacos, desde os grandes até os pequenos". Até mesmo o rei
local fez penitência, cobrindo-se de saco e sentando-se sobre cinzas.
Por que a geração perversa do tempo de Jesus não haveria de dar
ouvido às palavras do Filho de Deus, recusando-se a se converter? Sendo este
mais que Jonas, urgia que dessem ouvidos ao seu apelo e se predispusessem à
conversão. Caso contrário, incorreriam em condenação. A salvação supunha que se
convertessem sem demora, como os ninivitas. (O
EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996)
Santa Catarina de Ricci[2]
Com apenas doze anos ingressou na Ordem Dominicana. Ainda bem jovem, foi nomeada mestra das noviças, e pouco depois, vice-prioresa de seu convento. Aos trinta anos exerceu vitalicamente a função de prioresa. Era grande mística, freqüentemente era arrebatada em êxtase a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Felipe Néri, São Carlos Borromeu, e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bispos e cardeais.