Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quarta Semana do Advento, Ano “A” 4ª Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Roxa

 

Santos: Amasvinto de Málaga (abade), Aristônio do Porto (mártir), Demétrio, Honorato e Floro (mártires de Óstia), Flaviano de Acquapendente (mártir), Francisca Cabrini (fundadora das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus), Hunger de Utrecht (bispo), Queremon, Isquirion e outros (mártires do Egito), Tomás Holland (presbítero, mártir), Vicenta Maria López y Vicuña (fundadora das Religiosas de Maria Imaculada), Zenão de Nicomédia (mártir), Adão de Saxônia (monge, bem-aventurado), Juta de Diessenberg (abadessa, bem-aventurada), Mariano Scoto (eremita, bem-aventurado)

 

Antífona: Ó portas, levantai vossos frontões! Levantai-vos, portas eternas: que ele entre, o reio da glória! (Sl 23, 7).

 

Oração: Ouvi Deus de misericórdia, vendo o ser humano entregue à morte, quisestes salvá-lo pela vinda do vosso Filho; fazei que, ao proclamar humildemente o mistério da encarnação, entremos em comunhão com o Redentor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Samuel (1Sm 1, 24-28)
 Ana agradece a Deus pelo nascimento de Samuel

 

Naqueles dias, 24Ana, logo que o desmamou, levou consigo Samuel à casa do Senhor em Silo, e mais um novilho de três anos, três arrobas de farinha e um odre de vinho. O menino, porém, era ainda uma criança. 25Depois de sacrificarem o novilho, apresentaram o menino a Eli. 26E Ana disse-lhe: "Ouve, meu senhor, por tua vida, eu sou a mulher que esteve aqui orando ao Senhor, na tua presença. 27Eis o menino por quem eu pedi, e o Senhor ouviu a minha súplica. 28Portanto, eu também o ofereço ao Senhor, a fim de que só a ele sirva em todos os dias da sua vida". E adoraram o Senhor. Palavra do Senhor

 

 

Comentando a I Leitura
Ana dá graças pelo nascimento de Samuel

 

Está próxima a festa de Natal; o contexto da leitura é caracterizado pela profunda expressão de agradecimento e louvor a Deus. Ana e Maria, duas criaturas que têm o senso de Deus, de sua misericórdia e de sua grandeza, estão ambas na alegria porque vivem a vida como dom de Deus e participação em sua vida. O agradecimento não é só um ímpeto de puríssima adoração, mas ainda uma exata avaliação das coisas; é a virtude teologal da caridade em sua expressão mais estritamente teológica. Ana acompanha o agradecimento com um dom. Tinha suplicado tanto a Deus para ter um filho; recebeu-no como um dom de Deus: “Por isso também eu o dou em troca ao Senhor”, e para sempre. Santa clara, sentindo que estava para morrer, dirigiu a Deus sua ultima prece, e ouviram-na murmurar: “Senhor, agradeço-te por me teres criado”. É o grito de uma alma que sabe o valor da gratidão. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Cântico: 1Sm 2, 1.4-5.6-7.8abcd

Meu coração exultou no meu senhor, Salvador

 

1Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus. Minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.

 

4O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. 5Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

 

6É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; 7é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

 

8aO Senhor ergue do pó o homem fraco, 8be do lixo ele retira o indigente, 8cpara fazê-los assentar-se com os nobres 8dnum lugar de muita honra e distinção.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 1, 46-56)

Maria glorifica ao senhor, no "magnificat"

 

Naquele tempo, 46Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

“A minha alma engrandece o Senhor”

 

O Salmo de Maria, por tradição, é chamado Magnificat por causa da primeira palavra na tradução latina - Magnificat anima mea Dominum -, é puro estilo bíblico que contem uma coleção de citações e alusões do Antigo Testamento que interpretam a vinda de Jesus. Este hino canta a gratidão e a exaltação da mãe de Jesus (46-50) e de todo o povo de Deus (51-55) pelo cumprimento das Promessas.

 

O Magnificat sofre influência do salmo entoado por Haná, mãe do profeta Samuel, depois do nascimento do filho por intervenção divina (1Sm 2, 1-10). Ambos os cânticos vislumbram nessas ações de Deus como parte de um processo duradouro de deposição de expectativas humanas orgulhosas e exaltação dos humildes. Na visão de São Lucas, enquanto os grandes e poderosos se esforçam por conduzir a história sob os critérios do poder, do ter e do ser dominante, deixando à margem uma comunidade de marginalizados, miseráveis e de excluídos, Deus vai realizando sua ação no mundo.

 

Na nossa Igreja o Magnificat é recitado com mais frequência dentro da Liturgia das Horas, nas chamadas Vesperas, em torno das dezoito horas. Na Igreja Anglicana ele é recitado na Oração Vespertina (Evening Prayer). Na Igreja Ortodoxa o Magnificat costuma ser cantado durante as Matinas de domingo. A Liturgia das Horas é obrigatório para todos os sacerdotes, religiosos e religiosas que convivem em uma comunidade, fraternidade ou convento. Para os leigos a Liturgia das Horas é um exercício mais profundo da oração em busca da santificação individual, familiar e comunitária; é uma evolução em busca de um comprometimento mais forte para com Deus. Vale  uma visita atenta ao site “liturgiadashoras.org”, um excelente trabalho de um leigo, com aprovação da Igreja católica. Toda pessoa que sabe ser pura e santa glorifica o Senhor, como o fez Maria. Everaldo Souto Salvador, ofs (edd@mundocatolico.com.br)

 

 

 

Preces dos Fiéis (Deus Conosco)

O Senhor vem ao encontro dos pobres! Para que eles sejam mais considerados nas decisões políticas e na caridade cristã, rezemos ao bom Deus: Senhor, socorrei e salvai vosso povo!

O Senhor socorre os famintos! Para que repartamos mais e os famintos possam matar sua fome, rezemos ao bom Deus.

O Senhor exalta os humildes! Para que na humildade descubramos o quanto Deus nos ama, e o quanto devemos amá-lo em nós e em nossos irmãos, rezemos ao bom Deus.

O Senhor liberta os oprimidos! Para que a força da verdade elimine da terra a injustiça, a guerra, o ódio e a violência que oprimem e matam, rezemos ao bom Deus.

(intenções próprias da Comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, cheios de confiança no vosso amor de Pai, acorremos a este altar com nossas oferendas; dai-nos a graça de ser purificados pela eucaristia que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Minha alma glorifica o Senhor... O Poderoso fez em mim grandes coisas. (Lc 1, 46.49)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que a comunhão no vosso sacramento nos dê forças para caminhar com boas obras ao encontro do Salvador que se aproxima e merecer o prêmio da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Santa Francisca Xavier Cabrini

Filha de família pobre, cresceu em meio à miséria que pairava, em meados do século XIX, no norte da Itália. Franzina, de saúde fraca, não conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrini, com sua vida voltada somente para a caridade e o bem do próximo.

 

Francisca Cabrini foi a penúltima de quinze filhos de Antônio e Estela, camponeses muito pobres na pequena Santo Ângelo Lodigiano, região da Lombardia. Nascida em 15 de julho de 1850, desde pequena se entusiasmava ao ler a vida dos santos. A preferida era a de são Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, se auto-intitulando Xavier. Sua infância e adolescência foram tristes e simples, cheia de sacrifícios e pesares.

 

Francisca, porém, gostava tanto de ler e se aplicava de tal forma nos estudos que seus pais fizeram o possível para que ela pudesse tornar-se professora.

 

Mal se viu formada, porém, encontrou-se órfã. No prazo de um ano perdeu o pai e a mãe. Enquanto lecionava e atuava em obras de caridade em sua cidade, acalentava o sonho de entregar-se de vez à vida religiosa. Aos poucos, foi criando coragem e, por fim, pediu admissão em dois conventos, mas não foi aceita em nenhum. A causa era a sua fragilidade física. Mas também influiu a displicência e o egoísmo do padre da paróquia, que a queria trabalhando junto dele nas obras de caridade da comunidade.

 

Francisca, embora decepcionada, nunca desistiu do sonho. Passado o tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: "Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um". Foi, exatamente, o que ela fez.

 

Com o auxílio do vigário, em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de são Francisco Xavier. Ainda: obteve o apoio do papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de Francisca: "O Ocidente, não o Oriente, como fez são Francisco". Era o período das grandes migrações rumo às Américas por causa das guerras que assolavam a Itália. As pessoas chegavam aos cais do Novo Mundo desorientadas, necessitadas de apoio, solidariedade e, sobretudo, orientação espiritual. Francisca preparou missionárias dispostas e plenas de fé, como ela, para acompanhar os imigrantes em sua nova jornada. Tinham o objetivo de fundar, nas terras aonde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.

 

Em trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na Itália, França e nas Américas, no Brasil inclusive. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela "pequena e fraca professora lombarda", que enfrentava, destemida, as autoridades políticas em defesa dos direitos de seus imigrantes nos novos lares.

 

Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Solenemente, seu corpo foi transportado para New York, onde o sepultaram na capela anexa à Escola Madre Cabrini, para ficar mais próxima dos imigrantes. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrini é festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes. paulinas.org.br

 

 

Natal de esperança

Dom Diamantino Prata de Carvalho

 

O profeta Isaías pode ser chamado de profeta da esperança. Suas palavras são, por vezes, líricas, outras vezes, dramáticas. Elas açoitam os ouvidos e reverberam o coração. Ele denuncia situações deploráveis de injustiça e desordem; e anuncia a proximidade da salvação. Sua utopia faz eco ao sonho de Deus: fazer novo o mundo, onde as pessoas possam conviver na alegria, na justiça e na paz.

 

O Menino, anunciado por Isaías, faz reacender as esperanças do povo que anseia por vida digna e plena. Jesus vem concretizar essa promessa. Quem pode temer um Deus que se faz criança? Só mesmo aquele que tem um coração fechado e insensível e não percebe a beleza do cenário: o Menino se faz pequeno e pobre para vir ao encontro daqueles que, esvaziados de si mesmos, sabem acolhê-lo nos seus irmãos mais pequeninos...

 

A minoridade de Jesus aponta para o serviço-missão que ele irá realizar. Não vai fazer pacto com os grandes e poderosos, mas vem habitar entre os pequenos e pobres. É entre eles que se sente bem e os torna alegres na esperança. Foi aos pobres pastores que os anjos anunciaram a boa notícia: hoje, nasceu para vocês o Salvador! É a eles que o Menino se manifesta, por primeiro.

 

Maria, a virgem que acreditou, e José, o homem justo, extasiam-se com o relato dos pastores. No silêncio contemplam o mistério do Verbo encarnado. As palavras não são necessárias. O Menino é a Palavra que traz esperança de vida nova! É o consumador das expectativas de todos que o buscam e anseiam por paz e salvação

 

Também a nós foi confiada essa missão: sermos profetas da esperança e porta-vozes de boas notícias. Para tanto precisamos, sempre de novo, acolher e meditar a Palavra. É na força dela que podemos nos renovar e transformar a realidade rotineira e sombria de nossas comunidades. Carecemos do colírio da fé para reconhecer Jesus presente nos desvalidos e marginalizados de toda sorte.

 

Que o Natal do Senhor, que vamos celebrar, nos traga esse presente: sermos fortes na fé, alegres na esperança, solícitos na caridade! CNBB

 

Eventos ligados ao dia 21 de dezembro

401   - É eleito o Papa Inocêncio I, 40º papa, que sucedeu o Papa Anastácio I.

1758 - Fundação dos condados de Schley, White e Wilcox

1761 - Criação do Ministério da Fazenda

1846 - José Travassos Valdez é feito prisioneiro na batalha de Torres Vedras.

1870 - Fundação da Associação Comercial de Santos.

1904 - Fundação da Federação Internacional de Motociclismo

1926 - Concluída a eletrificação da linha de trens de Cascais

1955 - Fundação do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)

1968 - Anos de Chumbo: os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos no Rio de Janeiro, acusados de protestar publicamente contra a Ditadura em Shows.

1977 - Inauguração do Parque Natural dos Esportes “Chico Mendes”, em Sorocaba

1981 - Criação do estado de Rondônia.

1986 - É declarado oficial o 13º salário para todos os trabalhadores brasileiros.

1989 - Após vários dias de revoltas populares, o ditador romeno Nicolae Ceauşescu é deposto.

1990 - Lech Walesa, amigo de infância do Papa João Paulo II, tomou posse como o 1º presidente da Polônia não comunista desde 1945.

Wikipédia

 

É Natal quando a gente se torna presente de amor, quando a nossa

 missão atinge nosso irmão sofredor. (J. Acácio Santana)