Quinta-feira, 5 de junho de 2008
São Bonifácio, Bispo e Mártir, Memória, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica VerMELHA
Este santo lutou até a morte pela lei de seu Deus e não temeu as ameaças dos ímpios, pois se apoiava numa rocha inabalável
Hoje: Dia mundial da Ecologia e do Meio Ambiente
Santos: Bonifácio (754, bispo e mártir, monge beneditino inglês), Fernando de Portugal (1443, beato); Círia, Valéria e Márcia (Cesaréia da Palestina), Doroteu (362, mártir, bispo de Tiro), Bem-Aventurado Sancho (851, jovem cristão que coNfessou Cristo até o martírio, diante do Islamismo)
Oração: Interceda por nós, ó Deus, o mártir são Bonifácio para que guardemos fielmente e proclamemos em nossas obras a fé que ele ensinou com sua palavra e testemunhou com o seu sangue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura:
2ª Carta de S. Paulo a Timóteo (2Tm 2, 8-15)
A palavra de Deus não está algemada
Caríssimo, 8lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu Evangelho. 9Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. 10Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. 12Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negamos, também ele nos negará. 13Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 14Lembra-lhes tais coisas e conjura-os por Deus a evitarem discussões vás, que de nada servem a não ser para a perdição dos ouvintes. 15Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
A palavra de Deus não está algemada
Verdade digna de ser lembrada, diz Paulo: numa base está a ressurreição de Jesus, a palavra mas nova, a força mais renovadora que entrou no mundo. É um fato que nos interessa pessoalmente: Cristo ressuscitou para nos salvador. Nossos infalíveis sofrimentos e provações foram enxertados em sua morte para sê-lo em sua ressurreição (versículo 11; Rm 6, 4s). A vida cristã prende-se a três tempos: a morte já realizada no batismo, os sofrimentos atuais, o reino futuro (versículo 11-12); sentido dos verbos gregos). O que os liga é nossa “esperança”, que é certeza de espera ativa. Viver como cristãos é reviver a existência pascal de Cristo: o presente une e domina o passado e o futuro, e daí dirá energias para a plena realização. Fora os vãos temores, fora as vãs questões que desgastam a fé e a esperança.
Salmo:
24(25), 4bc-5ab.8-9.10 e 14 (R/. 4a)
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça e aos pobres ele ensina o seu caminho.
Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua aliança.
Evangelho: Marcos (Mc 12, 28b-34)
Não existe outro mandamento maior do que estes
Naquele tempo, 28bum mestre da lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes".32O mestre da Lei disse a Jesus: "Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios". 34Jesus não estás longe do Reino de Deus". E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho[2]
As exigências de Deus
A religião tem suas exigências. É preciso, porém, ter bom senso para não atribuir a Deus exigências humanas muitas vezes sem relevância. Assim como existem pessoas cuja tendência é minimizar as exigências religiosas, existem outras que tendem para o exagero. Ambas as posturas são incorretas, e não colaboram para uma experiência religiosa sadia.
No tempo de Jesus, havia uma ala do judaísmo tendente ao exagero, a ponto de
reduzir a fé a um complexo de leis e mandamentos, de difícil execução. Será que
Deus quer transformar nossa vida num infindável pode/não pode, deve/não deve, é
permitido/é proibido? Uma religião assim vivida torna-se empobrecedora, porque
torna o indivíduo escravo da Lei, sem tempo para relacionar-se com Deus de
maneira prazerosa e alegre.
A fé pregada por Jesus apóia-se em dois pilares: o amor a Deus e o amor ao
próximo. Isto é o essencial. Tudo o mais é complemento, e pode ser
relativizado. Quem ama a Deus, recusa toda forma de idolatria, não aceitando
ser subjugado por nenhum outro Absoluto fora dele. Quem ama o próximo, põe
freios ao seu egoísmo, de modo a jamais desejar-lhe o mal, ou a fazer algo que
possa prejudicá-lo.
Portanto, a única exigência da religião de Jesus é que a pessoa não coloque a
si mesma como centro, e sim, Deus e o amor ao próximo
São Bonifácio[3]
Chamado o "Apóstolo de Alemanha" por haver evangelizado sistematicamente as grandes regiões principais, por haver fundado e organizado igrejas e haver promovido uma hierarquia sob a jurisdição direta da Santa Sé. Seus dons como missionário e reformador geraram importantes frutos. Winfrido (seu nome de batismo) trasladou-se ainda muito jovem ao mosteiro de Nursling, na diocese de Winchester, onde foi nomeado diretor da escola. Ali escreveu a primeira gramática latina (Inglaterra). Com a idade de 30 anos ordenou-se sacerdote e dedicou-se a teologia. Em 718 o Papa São Gregório II outorgou a Winfrido a ordem direta para levar a Palavra de Deus aos hereges em geral. O Santo partiu imediatamente com destino a Alemanha, cruzou os Alpes, atravessou Baviera e chegou em Hesse. Em pouco tempo, pode enviar à Santa Sé um informe tão satisfatório que o Papa passou a ver o missionário com atenções de lhe confiar o bispado. O dia de Santo André, ano 722, foi consagrado bispo regional com a jurisdição geral na Alemanha. Bonifácio regressou a Hesse e como primeira medida propôs arrancar as enraizada superstições pagãs, que eram o principal obstáculo para a evangelização. No ano 731, o Papa Gregório III, sucessor de Gregório II, nomeou a São Bonifácio como metropolitano para toda Alemanha, autoridade para criar bispados onde cresse conveniente. Em sua terceira viagem a Roma foi nomeado também delegado da Sede Apostólica. São Bonifácio e seu discípulo São Sturmi fundaram no ano de 741 o mosteiro de Fulda, que com o tempo converteu-se no Monte Cassino da Alemanha. Anos mais tarde, quando o Santo dispunha -se a realizar uma confirmação em massa, na véspera de Pentecostes, apareceu uma horda de pagãos hostis que atacou o grupo brutalmente e ele foi decapitado pelos pagãos. O corpo do Santo foi trasladado para o mosteiro de Fulda, onde ainda repousa e onde se reúne constantemente a Conferência dos Bispos alemães, em homenagem a ele.