Quinta-feira, 8 de maio de 2008
7ª Semana da Páscoa, 3ª do Saltério (Livro II), cor Litúrgica Branca
Aproximemo-nos confiantes do trono da graça, a fim de conseguirmos misericórdia e encontrarmos auxílio em tempo oportuno, aleluia! (Hb 4, 16)
Hoje: Dia da Cruz Vermelha, dia do Pintor e do Artista Plástico, dia da Vitória (fim da II Guerra Mundial)
Santos: Vítor (mártir), Bonifácio IV (Papa), Agácio, Desiderato, Bento II (papa), Virão e seus companheiros (Holanda), Vitor (o Mouro, mártir), Acácio (ou Ágato, mártir), Gibriano, Desiderato (Bispo de Bourges), Viro (bispo), Plequelmo (bispo), Pedro (Arcebispo de Tarentaise), Waldo (Bem-Aventurado, confessor franciscano, 1ª Ordem).
Oração: Nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso Espírito nos transforme com a força dos seus dons, dando-nos um coração capaz de agradar-vos e de aceitar a vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Atos (At 22, 30; 23, 6-11)
Paulo sabe que o Senhor está com ele
Naqueles dias, 30querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.
23,6Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: "Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos". 7Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu.
8Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: "Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?"
10E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: "Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
É preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma
Podemos pensar que Paulo haja interpretado a palavra do Senhor. “Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, serás também minha testemunha em Roma”, como o anúncio de uma nova missão de pregação e de grandes conversões, na capital do mundo então conhecido. Após haver evangelizado meio mundo, estava na lógica das coisas aportar a Roma, para concluir com chave de outro. Outros, porém, são os planos do Senhor. Paulo irá, sim, a Roma mas acorrentado. Dará testemunho do evangelho, não tanto com a palavra e com a ação, mas sobretudo com a prisão e o derramamento do próprio sangue. O Espírito é sempre imprevisível e soberanamente livre. Subverte os planos humanos, inclusive os de Paulo, que deu tudo de si a serviço do evangelho. É como um fogo devorador que entra na vida de cada um de nós e não deixa para nós um ângulo sequer ou uma dobra do nosso espírito. Só assim, porém, quando formos traspassados pelo fogo do Espírito, nos tornamos transparentes à sua palavra e toda a nossa vida se torna testemunho.
Salmo: 15 (16),
1-2a e 5. 7-8. 9-10. 11 (R/. 1)
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: "Senhor vós sois meu Senhor". Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranqüilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Evangelho: João (Jo 17, 20-26)
Para que eles cheguem à unidade perfeita
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20"Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim. e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória. glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles". Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho[2]
Perfeitos na unidade
A unidade foi o tema polarizador da pregação de Jesus, na etapa final do seu ministério. Esta preocupação é facilmente compreensível. Ele conhecia bem o coração humano, e sua tendência para a divisão, os conflitos, e a visão distorcida da realidade. Sintoma do pecado, a ausência de comunhão coloca-se no extremo oposto do ideal de Jesus. Foi este o alvo de sua ação redentora: arrancar o ser humano do egoísmo, que perverte o coração e o afasta de Deus e do próximo, levando a converter-se à unidade.
O modelo de unidade vislumbrado por Jesus é a comunhão trinitária.
Portanto, ao apelar para a unidade, sua intenção foi levar os seres humanos a
viver de modo semelhante, como vivem o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É o
mesmo projeto, fundado na comunhão, que Jesus propõe para a humanidade, a
começar pelo grupo restrito dos discípulos.
Para Jesus, a comunhão dos discípulos reforçaria a credibilidade
de sua condição de enviado. Se implantou uma forma de amor-comunhão, diferente
das até então conhecidas, é porque ele, de alguma forma, a tinha previamente
experimentado na comunhão com o Pai e o Espírito Santo. Esta experiência
prévia, no seio da Trindade, possibilitou a Jesus mostrar aos seres humanos o
que seria melhor para eles. Sem amor-comunhão, só existe frustração. Não existe
salvação possível. É próprio do discípulo cultivar o ideal de ser perfeito na
unidade.
São Vitor[3]
São Vítor era soldado africano, proveniente da Mauritânia, Pertencia à famosa Guarda Pretoriana. Recusou-se a sacrificar aos deuses pagãos e por isso sofreu vários tormentos, sendo por fim decapitado. Encontrava-se em Milão juntamente com Nabor e Félix quando foi preso e levado perante o tribunal. Declarando-se cristão, foi metido em uma prisão, onde passou seus dias sem comer e beber. Como ainda persistisse em se confessar cristão, foi flagelado e lançado outra vez na prisão. Ali foi torturado atrozmente com chumbo derretido derramado sobre as suas chagas. Mesmo assim conseguiu fugir, mas foi descoberto e decapitado (303). Seu corpo ficou sem ser sepultado durante uma semana, quando São Materno o encontrou viu-o intacto e vigiado por duas feras! Deu-lhe uma suntuosa sepultura. São Vítor é um dos santos mais populares de Milão. Ele é o patrono dos prisioneiros e dos exilados e um dos santos mais amados pelos milaneses.
Dia da Cruz Vermelha
"No dia 08 de maio comemora-se o Dia da Cruz Vermelha Internacional, que marca o aniversário do seu fundador, Henry Dunant. A instituição, constituída basicamente por voluntários e presente em 171 países, vem prestando inúmeros serviços à humanidade, dando assistência aos feridos de guerra e vítimas de catástrofes naturais além de promover os Direitos Humanos".