Quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tempo do Natal depois da Epifania, Ano “A” 2ª Semana do Saltério (Livro I), cor Branca

 

 

No princípio e antes dos séculos o Verbo era Deus e dignou-se nascer para salvar o mundo. (Jo 1,1)

 

Santos: Ágato (papa), Benincasa de Cava (abade), Gregório X (papa), Guilherme de Bourges (monge, bispo), João Camilo (bispo de Milão), Marciano de Constantinopla (bispo), Nicanor (um dos sete diáconos escolhidos pelos Apóstolos conforme consta em At 6,5; morreu mártir em Chipre), Pedro Orséolo (eremita), Petrônio de Avinhão (bispo), Tomás de Armagh (bispo)

 

Oração: Ó Deus, pelo nascimento do vosso Filho, a aurora do vosso dia eterno despontou sobre todas as nações. Concedei ao vosso povo conhecer a fulgurante glória do seu redentor e por ele chegar à luz que não se extingue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 4, 19-5,4)
Amar a Deus e ao irmão

 

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: "Amo a Deus", mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. 5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão

 

Amar a Deus quer dizer colocar-se na perspectiva de Deus, que ama todo ser criado e não hesitou em sacrificar o Filho unigênito para a salvação de todos os homens. Viver para os outros, dar-se; sacrificar-se pelo bem deles é "viver como Deus", é fazer aquilo que Jesus, vivo em todo cristão, quer que façamos. Hoje é, portanto urgente para todos "a obrigação de nos tornarmos generosamente próximos de todo homem e de servi-lo eficazmente quando se apresenta a nós, quer seja o ancião abandonado por todos, quer o trabalhador estrangeiro, desprezado sem razão, quer o exilado, ou criança nascida de união ilegítima..." Não podemos crer ser verdadeiros "filhos de Deus" se não nos sentimos irmãos de cada homem. Esta fé não só anima nossa caridade em sua múltipla atividade, mas torna-se uma força gigantesca na luta contra toda afronta, intolerância, injustiça, violência, contra todo transbordamento de egoísmo, prepotência, ódio, que ainda hoje dominam no mundo. (Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997)

 

 

 

Salmo: 71(72), 2.14 e 15bc.17 (R/.cf.11)

As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 

1Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! 2Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

 

14Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! 15bHão de rezar também por ele sem cessar, 15cbendizê-lo e honrá-lo cada dia.

 

17Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 4, 14-22a)

Hoje se cumpriu esta palavra da escritura

 

Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaias. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor". 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabastes de ouvir". 22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

A serviço dos excluídos

 

Servindo-se de um direito que cabia a todo hebreu adulto, do sexo masculino, Jesus tomou a palavra na sinagoga de sua cidade natal. A leitura do texto profético serviu-lhe de ocasião para explicitar o sentido de sua missão de Messias. Contrariamente às expectativas populares, apresentou um projeto missionário totalmente voltado para os pobres e excluídos, dos quais seria servidor.


A novidade de Jesus consistia em ser ele o Filho de Deus, presente na história humana, pondo-se do lado de quem não tinha voz nem vez. Na verdade, a história de Israel conheceu indivíduos que se lançaram de corpo e alma nesta empresa. Dentre eles, os profetas do período anterior ao exílio babilônico. Esta mesma sensibilidade encontra-se na literatura sapiencial e na literatura legal, mormente, no Deuteronômio. Com Jesus, porém, a solidariedade com os pobres atingiu a sua máxima expressão.


Desde o início de sua atuação messiânica, ele compreendeu serem os pobres os destinatários privilegiados de seu ministério. Ungido pelo Espírito do Senhor, portanto, seu Messias, foi enviado para “anunciar a Boa Nova aos pobres”. As diversas categorias elencadas pelo profeta Isaías – humilhados, cativos, cegos, oprimidos – revelavam uma pequena amostra das incontáveis formas de pobreza e exclusão. Assim, Jesus fez uma clara opção. Quem quisesse encontrá-lo, teria de se colocar na periferia do mundo. Lá encontraria Deus! (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

São Aldo

A única certeza que se tem a respeito da vida de Santo Aldo é que foi sepultado primeiramente na capela de São Columbano, vindo mais tarde a ser transferido para a basílica de São Miguel, em Pavia. Viveu aproximadamente no século VIII e foi monge em Bóbbio, no célebre mosteiro fundado por São Columbano, no ano 614. Os monges irlandeses de São Columbano não tinham uma vida eremita, no verdadeiro sentido da palavra. Cada um construía para si uma cabana de madeira, onde se retiravam para as horas dedicadas à oração, e depois trabalhavam a terra. São Columbano foi quem levou aos povos bárbaros da Irlanda a nova espiritualidade, transformando-os mais tarde em evangelizadores de outros povos. (asj.org.br, jan 2005)