Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
II Semana do Tempo Comum, Ano Par, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor. (1Sm 2, 35)
Hoje: Dia Nacional do Aposentado
Santos: Artêmio de Clermont (bispo), Urbano, Prilidiano e Epolônio (mártires de Antioquia), Bertrando de Saint Quentin (abade), Exuperâncio de Cingoli (bispo), Feliciano de Foligno (bispo) e Messalina (virgem), (mártires), Macedônio Critófago (eremita de Antioquia), Mardônio, Musônio, Eugênio e Metélio (mártires de Neocesaréia de Mauritânia), Surano de Sora (abade), Zâmio de Bolonha (bispo), Felix O'Dullany (bispo, bem-aventurado), João Grove (mártir, bem-aventurado), Marcolino de Forli (dominicano, bem-aventurado), William da Irlanda (jesuíta, mártir, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que São Francisco de Sales se fizesse tudo par a todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço aos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: I Samuel (1 Sm 18, 6-9; 19, 1-7)
Deus
dá força e coragem a Davi na batalha
Naqueles dias, 6quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando alegremente ao som de tamborins e címbalos. 7E, enquanto dançavam, diziam em coro: "Saul matou mil, mas Davi matou dez mil". 8Saul ficou muito encolerizado com isto e não gostou nada da canção, dizendo: "A Davi deram dez mil, e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?" 9E, a partir daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos.
19,1Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi, 2e preveniu-o a respeito disso, dizendo: "Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã, e fica oculto em um esconderijo. 3Eu mesmo sairei em companhia de meu pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e depois te avisarei de tudo o que eu souber".
4Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: "Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. 5Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?" 6Saul, ouvindo isto e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: "Pela vida do Senhor, ele não será morto!" 7Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isto. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como antes. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Deus, que elegeu Davi, tirando-o de sua humilde condição de pastor, não torna fácil a sua vida, não facilita a sua ascensão ao trono. E o comportamento normal de Deus com relação aos seus eleitos. Muitos profetas de ontem e de hoje sofreram e sofrem em virtude de sua específica missão. Aqui o sofrimento vem a Davi a partir de Saul, o qual, embora eleito por Deus, não soube ler os desígnios do Alto. O ciúme por alguém que ele considerava melhor e mais aceito por Deus e pelo povo bloqueou-o nos seus sentimentos mais profundos de admiração e afeto. História de ontem e de hoje. História que se repete desde que Cristo foi entregue por inveja. Uma paixão que é obra do maligno: discórdia entre aqueles que trabalham pelo reino de Deus.
Salmo: 55(56), 2-3.9-10ab.10c-11.12-13 (R/.5bc)
Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, pois há tantos que me calcam sob os pés, e agressores me oprimem todo dia! Meus inimigos de contínuo me espezinham, são numerosos os que lutam contra mim!
Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isso em vosso livro.
Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo!
Confio em Deus e louvarei sua promessa. E no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal? Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor.
Evangelho: Marcos (Mc 3, 7-12)
As multidões seguem a Jesus
Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da lduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era. Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho
À procura de Jesus
A cena de Jesus cercado pelas multidões é impressionante. Fez-se necessário ter um barco à mão para evitar que fosse comprimido pelo povo vindo de muitos lugares. Levada pelo desejo de ser curada, a multidão precipitava-se sobre ele, na esperança de tocá-lo.
Jesus atraía a todos, por ser fonte de vida para o povo oprimido por doenças e enfermidades. Sua presença era penhor de cura e libertação.
Era impossível exigir que o povo procurasse Jesus movido por uma idéia correta a respeito dele. Os espíritos imundos declaravam-no Filho de Deus. E o povo? Tinha consciência disto? Vinha em busca de Jesus por que era o Filho amado de Deus, o enviado com a missão de construir o Reino na história humana? Imaginavam que os milagres de Jesus eram o sinal do Reino acontecendo em suas vidas? Sem dúvida alguma, o povo queria mesmo era ser curado. Nada mais!
A multidão não estava em condições de fazer grandes reflexões teológicas a respeito da pessoa de Jesus e de sua identidade. Nem por isso Jesus a repelia e deixava de atender-lhe as súplicas. Quem sabe chegariam a acreditar nele, embora o início da caminhada fosse um tanto nebuloso!
O importante é que ninguém saía frustrado do encontro com Jesus, quando o procurava em busca de libertação. Em cada coração sincero, ele plantava a semente da fé. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)
Para sua reflexão pessoal[2]
Jesus continua obviamente sendo o centro de atração das multidões que o segue, exatamente na contramão dos fariseus. O povo o procurava pelos seus feitos: curas, libertação do mal, milagres, a força inconteste do bem. Mas nem sempre a multidão é composta só de pessoas bem intencionadas, consoante a presença dos maus espíritos infiltrados, supostamente com boas intenções, mas verdadeiros lobos no meio de cordeiros. Todavia, os poderes do mal reconhecem a presença do poder divino que os vencerá, sempre. Por outro lado Jesus não queria que sua identidade como Filho de Deus fosse proclamada por motivos errados. Pouco mais de dois mil anos após as multidões continuam procurando ao Senhor Jesus, desta vez não através da sua presença física, mas espiritual, baseado puramente na nossa fé. Seguir a Jesus requer muito discernimento do cristão, separando o joio do trigo na sua caminhada de fé. Nada deve obstacular o cristão na sua busca pela conversão e salvação. Jesus sempre será o caminho.
São Francisco de Sales[3]
Nascido na Savóia em 1567, primogênito de nobre família, São Francisco, modelo acabado de mansidão, teve formação literária e religiosa aprimorada. Completados seus estudos em Paris e em Pádua, onde se formou em advocacia, exerceu o cargo de advogado no Senado de Chambéry, na França.
Sua carreira já parecia definida assegurando-lhe futuro brilhante e rendoso, quando Francisco, contrariando a vontade dos pais, optou pelo sacerdócio a fim de advogar espiritualmente a causa dos mais desprotegidos. Ordenado sacerdote, foi encarregado pelo bispo de reconduzir à fé católica os que, levados pelo vento da novidade e da contestação religiosa, passaram ao Calvinismo na região de Chablais. A tarefa era difícil e melindrosa, dada a oposição sistemática daquela população contra a Igreja Católica.
Vendo, inicialmente, que sua pregação esbarrava numa prevenção fanática, Francisco recorreu à publicação de folhetos volantes que divulgava entre o povo, expondo pontos doutrinais bem fundamentados na Bíblia, e corrigindo, com muito tato, os erros correntes. Completava este trabalho com encontros, diálogos, palestras, usando sempre o método da persuasão respeitosa e paciente. O resultado deste apostolado demonstrou-se sobremaneira positivo, reconduzindo dezenas de milhares de hereges e indiferentes à prática da fé católica.
Nomeado bispo de Genebra que estava nas mãos dos calvinistas, escolheu por residência a cidade de Annecy. Neste novo cargo, Francisco revelou-se verdadeiro pastor, sábio, prudente, solícito por seu clero e pelos fiéis, instruindo-os na fé pela palavra, pelo bom exemplo e pelos numerosos escritos de caráter pastoral e ascético. De fato a atividade literária de Francisco foi muito abrangente: 4.000 sermões, 21.000 cartas de direção espiritual e numerosas obras de controvérsias doutrinais e de ascética. Entre as obras ascéticas sobressaem, como fundamentais na literatura religiosa de todos os tempos, o Tratado do amor de Deus e a introdução à vida devota, que tiveram amplíssima difusão e foram traduzidas em várias línguas.
Nestas obras não há nada de formalismo ou convencional, mas transpira o cálido e espontâneo amor de Deus com normas de direção firme e suave nas sendas da santidade, possível a todos os homens. Assim, Francisco define os propósitos do seu livro sobre a vida devota: "A devoção deve ser praticada de uma forma pelo cavalheiro, doutra pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela senhora casada. Sua prática deve estar em relação com as forças, as ocupações e deveres de cada estado. E um erro querer suprimir a vida devota dos quartéis dos soldados, do atelier do artesão, da corte dos príncipes ou da sociedade conjugal".
Conta-se que a pena de escrever do santo, certo dia, quebrou na ponta. Ele encostou-a ao coração e ela voltou a escrever bem. Este episódio é o símbolo do estilo dos escritos de São Francisco de Sales.
Outro grande mérito seu foi de ter orientado para a vida espiritual a grande alma de Santa Joana Francisca de Chantal servindo-se dela para a fundação de uma nova família religiosa, a Congregação da Visitação, que em breve se espalhou por toda a França.
Francisco faleceu no dia 28 de dezembro de 1622 com 57 anos de idade. Sua memória litúrgica foi colocada no dia de hoje, relembrando a trasladação solene de suas relíquias. Seus grandes méritos de pastor e escritor sagrado foram reconhecidos pela Igreja que o declarou doutor, isto é, insigne mestre de espiritualidade. O Papa Pio XI, em 1923, o declarou padroeiro dos jornalistas e escritores católicos. Este santo da bondade, da doçura e do amor, nos deixou um lembrete importante relativo ao relacionamento humano: "Mais abelhas se apanham com uma gota de mel do que com um barril de vinagre".
Dia do Aposentado[4]
Certamente, você já ouviu falar da previdência social. Esta que é considerada um direito de todo o cidadão brasileiro. A previdência social estabelece e rege um contrato que o trabalhador faz com o governo federal. Neste contrato, ele se compromete a pagar todo mês, uma quantia previamente calculada, ao Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). A chegar em uma certo tempo de pagamento, o beneficiado se aposenta por anos de serviços , invalides e outros. Ou seja, um aposentado seria aquele que deixa o serviço público ou privado conservando o ordenado inteiramente ou em parte. A partir de 1990, os aposentados começaram a receber o 13º salário. O Brasil passa por um processo de envelhecimento rápido e acentuado. Por isso, o Ministério da Saúde criou o Programa de Saúde para os Idosos, que tem como meta promover o bem-estar físico, psíquico e social da população idosa. Esse programa integra ações com os Ministérios da Previdência Social, Ação Social, Trabalho e Educação, buscando uma política global de assistência que permite manter os idosos na comunidade pelo maior tempo possível e com maior grau de autonomia. Sabe-se que 80% dos idosos têm alguma doença crônica e cerca de 60% estão impossibilitados de realizar, sem ajuda, as atividades mais simples da vida cotidiana como comer, vestir-se ou ir ao banheiro.