Quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Oitava do Natal, Quarta Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Branca

 

Santos: Eugênio de Milão (bispo), Libério de Ravena (bispo), Mansueto, Severo, Apiano, Donato, Honório e Companheiros (mártires de Alexandria), Rogério de Cannes (bispo), Sabino (bispo), Exuperâncio, Marcelo, Venustiano, (mártires de Spoleto).

 

Antífona: Enquanto um profundo silêncio envolvia o universo e a noite ia no meio do seu curso, desceu do céu, ó Deus, do seu trono real, a vossa palavra onipotente. (Sb 18, 14-15)

 

Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que o novo nascimento de vosso Filho como homem nos liberte da antiga escravidão do pecado. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 2, 12-17)
A Palavra permanece em vos e vencestes o maligno

 

12Eu vos escrevo, filhinhos: os vossos pecados foram perdoados por meio do seu nome. 13Eu vos escrevo, pais: vós conheceis aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevo, jovens: vós vencestes o maligno.

 

14Já vos escrevi, filhinhos: vós conheceis o Pai. Já vos escrevi, jovens: vós sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno.

 

15Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. 16Porque tudo o que há no mundo - as paixões da natureza, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza - não vem do Pai, mas do mundo. 17Ora, o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Palavra do Senhor!

 

 

Comentário da I Leitura

Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre

 

Nossa geração descobriu o valor da criação e o empenho moral pela salvaguarda das criaturas e a libertação do homem. Todo cristão é, pois, obrigado a viver no mundo, a serviço do homem, a fim de testemunhar Cristo e levar aos irmãos sua mensagem de salvação, sem, porém, se confundir com o mundo, sem aceitar seus compromissos e seus modelos de comportamento (versículo 16), negação do espírito de humildade, pobreza, caridade, que deve animar a vida do fiel. Só esvaziando o coração do amor do mundo, do desejo de posse dos bens caducos, poderemos encher o coração do amor de Deus e dos irmãos. "Não se pode servir a dois senhores" (Mt 6,24), diz Jesus. O cristão deve fazer continuamente uma escolha: Deus ou o mundo, a luz ou as trevas, a liberdade ou a escravidão. Nossa tristeza, as muitas desilusões que experimentamos, têm quase sempre sua origem na absurda tentativa de conciliar Deus com o mundo, esquecidos de que "se alguém ama o mundo, nele não está o amor do Pai" (versículo 15). [MISSAL COTIDIANO, Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 95(96), 7-8a.8b-9.10 (R/.11a)

O céu se rejubile e exulte a terra!

 

7O família das nações, dai ao Senhor, ó nações, dai ao Senhor poder e glória, 8adai-lhe a glória que é devida ao seu nome!

 

8bOferecei um sacrifício nos seus átrios, 9adorai-o no esplendor da santidade, terra inteira, estremecei diante dele!

 

10Publicai entre as nações: Reina o Senhor! Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 2, 36-40)

A profetisa Ana pôs-se a falar do menino

 

Naquele tempo, 36havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido.

 

37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações.

 

38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

 

39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. Palavra da Salvação!

 

Comentário o evangelho

Uma plêiade de justos

 

A profetisa Ana completa a plêiade dos justos envolvidos nos eventos em torno do nascimento do Messias Jesus. De Zacarias e Isabel afirmou-se que eram “justos diante de Deus e caminhavam irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordens do Senhor”. Isabel, “cheia do Espírito Santo”, proclamou as glórias da mãe do Salvador. João Batista, “desde o ventre materno”, esteve cheio do Espírito Santo, destinado a ser “profeta do Altíssimo”, cujos caminhos haveria de preparar. Maria reconheceu-se “humilde serva do Senhor”, disposta a cumprir em tudo a sua santa palavra. Fala-se pouco de José, sendo sublinhada somente sua prontidão em cumprir as leis civis (vai com Maria até Belém para alistar-se no recenseamento), bem como, as leis religiosas (no prazo previsto, vai com sua esposa e seu filho ao templo de Jerusalém realizar os ritos da purificação). Simeão é apresentado como um homem “justo e piedoso”, que esperava a realização das promessas divinas feitas a Israel. O Espírito revelou-lhe que não haveria de morrer “sem ver o Cristo do Senhor”. O mesmo Espírito conduziu-o ao templo para o encontro com o Messias.


Ana, por sua vez, é apresentada como uma mulher fiel e temente a Deus. A maior parte de sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor, no templo, com jejuns e orações. Sua piedade foi recompensada com a graça de reconhecer no menino Jesus a realização das esperanças de Israel. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária, Paulus)

Pela Igreja de Jesus que continua fiel e corajosa no anúncio do evangelho: Nós vos agradecemos, Senhor!

Por todo bem realizado ao longo deste ano em favor dos mais pobres.

Por aqueles momentos que não foram tão bons, mas nos ajudaram a crescer.

Pelo desenvolvimento conquistado em nosso país no decorrer deste ano.

Pelas pessoas que deram algo de si para a melhoria da sociedade.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça. (Jo 1, 16)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que, pela nossa participação neste sacramento, entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Rugero

 

Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane.

 

No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas.

 

O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral.

 

Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: "Tudo para todos". Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação.

 

Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade.

 

No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja. [www.paulinas.org.br]

 

 

Calendário gregoriano

Fernando Vieira

 

Mesmo após a reforma juliana, havia algumas incorreções que só se tornaram apreciáveis depois de muitos séculos. Com a reforma juliana passou-se a considerar o ano com 365 dias, havia a intercalação de quatro em quatro anos de um ano com 366 dias, o que tornava na média a duração do ano com 365,25 dias. Mas como o ano trópico tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 47,5 segundos, restando, portanto, uma diferença de 11 minutos e 12,5 segundos, a cada quatro anos aumentava-se 24 horas, quando na verdade deveria aumentar-se 23 horas, 15 minutos e 10 segundos.

 

Com essa diferença temos, a cada 128,5 anos, um atraso de um dia nas datas dos equinócios e solstícios.

 

Em 325 d. C., quando o Concílio de Nicea se reuniu para definir a época da Páscoa, entre outros assuntos, já se havia percebido que o equinócio da primavera, fixado por Júlio César para 25 de março, estava ocorrendo já em 21 de março. Os bispos então refixaram o equinócio da primavera para 21 de março nos anos comuns, e 20 de março nos anos bissextos. Mas isso apenas atualizava o equinócio, não corrigindo ainda a duração do ano.

 

Foi somente em 1582 que o papa Gregório XIII (1512 –1586) efetuou a reforma no calendário, quando já havia um atraso de 10 dias da data do equinócio (estava ocorrendo em 11 de março, ao invés de 21 de março).

 

As modificações introduzidas com a reforma gregoriana foram as seguintes:

 

1.    Supressão de dez dias do calendário. O dia seguinte à quinta-feira, 4 de outubro de 1582, passou a ser sexta-feira, 15 de outubro de 1582, para que o equinócio voltasse a concordar com a deliberação do Concílio de Nicea.

2.    Ausência de anos bissextos durante três anos em cada período de 400 anos. O primeiro destes ciclos começou em 1600, que foi bissexto, mas 1700, 1800 e 1900 não foram bissextos, já 2000 será. Desse modo, após três anos seculares comuns, haverá um bissexto. Assim só serão bissextos os anos seculares divisíveis por 400. No calendário Juliano, todos os anos seculares eram bissextos.

3.    Contagem dos dias através da designação dos números cardinais 1, 2, 3,... pela ordem e seguidamente (e não mais por calendas, nonas e idos).

 

Há ainda uma diferença residual de 2 horas, 43 minutos e 2 segundos a cada 400 anos, o que produz um acréscimo de um dia a cada 3.532 anos. Isso deverá tornar bissexto o ano 400, embora esta questão não tenha sido tratada pela reforma gregoriana.

 

Algumas publicações usam a expressão “velho estilo” e “novo estilo”, referindo-se a ano juliano ou gregoriano, respectivamente.

 

A reforma gregoriana não foi aceita de imediato. Vários povos se opuseram a ela, principalmente os não católicos.

 

Os católicos, como Portugal e Espanha, aceitaram de imediato, em outubro de 1582; a França, em dezembro de 1582; já a Alemanha e a Áustria, em 1584; Hungria, em 1587; Inglaterra, em 1752; Suécia, em 1753 e a Rússia, em 1923. Esta última teve que eliminar 13 dias do seu calendário.

 

Festas móveis para 2011

 

Evento Litúrgico

Dia da Semana

Data

Epifania do Senhor

Domingo

02/01

Batismo do Senhor

Domingo

09/01

Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira

09/03

Páscoa d Ressurreição

Domingo

24/04

Ascensão do Senhor

Domingo

05/06

Pentecostes

Domingo

12/06

Santíssima Trindade

Domingo

19/06

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Quinta-feira

23/06

Sagrado Coração de Jesus

Sexta-feira

01/07

São Pedro e São Paulo

Domingo

03/07

Assunção de Nossa Senhora

Domingo

21/08

Todos os Santos

Domingo

06/11

Solenidade de Cristo-Rei

Domingo

20/11

Primeiro Domingo do Advento

Domingo

27/11

Sagra Família

Sexta-feira

30/12

 

Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz então em harmonia. (Mahatma Gandhi)