Sábado, 9 de fevereiro de 2008
Depois das Cinzas, Tempo da Quaresma, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor Roxa
Atendei-nos, Senhor, na vossa grande misericórdia; olhai-nos, ó Deus, com toda a vossa bondade. (Sl 68, 17).
Santos do Dia: Alberto de Fontenelle (monge, bispo), Alexandre e Companheiros (mártires de Roma), Alto de Altomünster (abade), Amon, Emiliano, Lassa e Companheiros (mártires de Membressa, na África), Amônio e Alexandre (mártires de Soli, em Chipre), Aniano de Llanengan (eremita), Apolônia de Alexandria (virgem) com Metras, Quinta e Serapião (todos mártires), Elídio de Llandaff (bispo), Miguel do Equador (religioso), Nebrídio de Egara (bispo), Nicéforo de Antioquia (mártir), Primo e Donato (diáconos, mártires da África), Reinaldo de Nocera (monge, bispo), Sabino de Canossa (bispo), Álvaro de Córdoba (dominicano, bem-aventurado), Mariano Scoto (abade, bem-aventurado)
Oração do Dia: Ó Deus eterno e todo-poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a vossa mão poderosa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Isaías (Is 58, 9b-14)
Serás chamado restaurador de caminhos
Assim fala o Senhor: 9b"se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão.
12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai". Falou a boca do Senhor. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Se escolheres de coração aberto o
indigente, nascerá das trevas a tua luz
A leitura de Isaias mostra-nos a meta a que tende o caminho que compreendemos: "O Senhor dar-te-á eterno repouso..." Quer introduzir-nos no sábado eterno. Celebrando o sábado, o homem reconhece e festeja a presença de Deus no mundo e no tempo. Por seis dias entrega-se às obras da criação; no sétimo dá-se totalmente à obra maior: à adoração e ao louvor. Desta sorte o homem se descobre livre, senhor de todo o criado. Vive uma antecipação da eternidade, uma experiência de paraíso. O Domingo cristão diz tudo isso de modo ainda mais evidente que o sábado hebraico, porque recorda a ressurreição de Cristo, princípio da nova criação, da paz e do repouso de Deus. Cumpre, porém, lembrar que reconhecer e festejar a salvação vinda de Deus só se torna eficaz para aqueles que fazem próprios os sentimentos de Deus, seguem os seus caminhos, dão-se a si mesmos, para que no mundo se realize cada dia mais a passagem para a festa eterna.
Salmo: 85(86), 1-2. 3-4. 5-6 (R/. 11a)
Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei
1Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! 2Protegei-me, que sou vosso amigo, e salva vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!
3Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! 4Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minha alma.
5Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. 6Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!
Evangelho: Lucas (Lc 5, 27-32)
Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores
Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: "Segue-me". 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: "Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?" 31Jesus respondeu: "Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão". Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho
Convidados à conversão
A proximidade de Jesus com os cobradores de impostos e os pecadores era mal vista pelos fariseus e mestres da Lei. Por malevolência, faziam juízos apressados a respeito dele, de forma a levá-lo a perder a credibilidade, tanto diante dos discípulos quanto diante das multidões que o procuravam. Não existe melhor meio de “queimar” alguém, do que levantar suspeitas sobre sua vida moral. No fundo, este era o ponto visado pelos adversários de Jesus: quem se mistura com os pecadores, assim pensavam, só pode ser do mesmo calibre deles.
Entretanto, conviver com os pecadores e excluídos fazia parte da pedagogia de
Jesus, a fim de levá-los a converter-se ao Reino. A solidariedade com os
pecadores não se estendia aos pecados que cometiam. Era preciso também
alertá-los para que banissem de suas vidas tudo quanto os afastava de Deus.
Jesus acreditava, com todas as forças de seu coração, na possibilidade de
conversão do coração humano. Por isso, empregava todos os meios disponíveis
para atrair os pecadores para Deus, mesmo correndo o risco de ser vítima da
maledicência de seus adversários. Menosprezando as críticas alheias, importava
mostrar aos pecadores a possibilidade de uma vida fundada na misericórdia e na
justiça. O caminho escolhido por Jesus foi o da solidariedade, que revela como
cada um de nós é tratado por Deus. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”.
Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996)
Santa Apolônia[2]
Quarenta anos de idade, cristã, padeceu nas mãos dos centuriões romanos. Motivados pela agitação da festa do primeiro milênio do Império, os cristãos foram criticados por um adivinho do Egito (Alexandria). O massacre aconteceu no mesmo momento e entrando nas casas dos cristãos, saqueavam-nos, roubando-lhes tudo o quer fosse precioso e matando-os. Até que chegou a vez de entrarem na casa de Apolônia: aprisionaram-na e arrancaram-lhes dentes, enquanto pediam-lhe que blasfemasse contra Cristo. E para fazê-la temer ainda mais, prometeram acenderam o fogo dizendo que a jogariam dentro. Apolônia lançou-se ao fogo sem que precisassem lançá-la, provando até quanto poderia chegar por amor a Cristo. Essa santa foi a mais popular da Idade Média.