Sábado, 10 de maio de 2008

7ª Semana da Páscoa,  3ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Os discípulos unidos perseveravam em oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e os irmãos dele, aleluia! (At 1, 14)

 

 

Hoje: Dia da Cozinheira, dia da Cavalaria e dia do Campo

 

Santos: Isidoro (lavrador), Solange (Virgem e Mártir), Blanda, Nazário, Damião de Molokai (bem aventurado), Jó (bem aventurado), Aureliano (bispo de Limoges), Cataldo (monge irlandês, Bispo de Taranto), Antonino (Arcebispo de Florença), Calepódio (Mártir), Gordiano, Epímaco (mártir), Álfio e seus Companheiros (mártires), Conleto (ou Conleth, Bispo de Kildare), Beatriz de Este (beata, virgem), João de Ávila, João Wall (Joaquim de Santa Ana, mártir franciscano da 1ª Ordem).

 

Oração: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, conservar sempre em nossa vida e nossas ações a alegria das festas pascais que estamos para encerrar de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Atos dos Apóstolos (At 28, 16-20.30-31)
Paulo, mesmo preso, continua a sua missão

 

16Quando entramos em Roma, Paulo recebeu permissão para morar em casa particular, com um soldado que o vigiava. 17Três dias depois, Paulo convocou os lideres dos judeus. Quando estavam reunidos, falou-lhes: "Irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra as tradições de nossos antepassados. No entanto, vim de Jerusalém como prisioneiro e, assim, fui entregue às mãos dos romanos. 18Interrogado por eles no tribunal e não havendo nada em mim que merecesse a morte, eles queriam me soltar. 19Mas os judeus se opuseram e eu fui obrigado a apelar para César, sem nenhuma intenção de acusar minha nação. 20É por isso que eu pedi para ver-vos e falar-vos, pois estou carregando estas algemas exatamente por causa da esperança de Israel".  

 

30Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, 31pregando o reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

Paulo ficou em Roma pregando o reino de Deus 

 

A chegada de Paulo a Roma é para Lucas um marco decisivo em sua vida de missionário. A verdadeira missão aos pagãos começa realmente em Roma: as portas do ocidente estão para abrir-se ao cristianismo. Não que isto dizer que esteja terminada a carreira apostólica de Paulo. Ele será libertado e empreenderá nova viagem missionária (à Espanha?), e voltará segunda vez a Roma, onde será preso e martirizado, acrescentando assim o testemunho do sangue ao inesgotável fecundo testemunho da palavra, dos escrito, das viagens e dos contínuos sofrimentos. 

 

Nestes últimos tópicos dos Atos, Lucas põe em relevo a constante preocupação de Paulo: evangelizar em qualquer situação em que se encontre. A palavra de Deus não pode ser acorrentada (2Tm 2,9); até a prisão lhe oferece novas possibilidades (Fl 1, 12). Com esta visão de novos horizontes abertos à expansão do evangelho, encerram-se os Atos e verifica-se a promessa de Jesus no dia da Ascensão: “Sereis minhas testemunhas... até os últimos confins da terra” (At 1, 8)

 

 

Salmo: 10(11), 4.5 e 7 (R/.cf 7b)
 Ó Senhor, quem tem reto coração há de ver a vossa face 

 

Deus está no templo santo, e no céu tem o seu trono; volta os olhos para o mundo, seu olhar penetra os homens.  

 

Examina o justo e o ímpio, e detesta o que ama o mal. Porque justo é nosso Deus, o Senhor ama a justiça. Quem tem reto coração há de ver a sua face.

 

 

Evangelho: João (Jo 21, 20-25)
João mostra o testemunho do discípulo amado. 

 

Naquele tempo, 20Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: "Senhor, quem é que te vai entregar?" 21Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: "Senhor, o que vai ser deste?" 22Jesus respondeu: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me!"

 

23Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" 24Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos. Palavra da Salvação!

 

Comentando o Evangelho[2]

Nas mãos do Senhor


A profissão de fé no Ressuscitado exige do discípulo entregar-se totalmente em suas mãos. Este não se julga dono da própria vida. Ela pertence ao Senhor, a quem compete determinar-lhe os rumos. Pode-se definir o discípulo como aquele que coloca toda a sua existência nas mãos do Senhor, deixando-se guiar por ele com total docilidade, e buscando, em tudo, realizar o seu projeto. O querer do discípulo confunde-se com o querer do Senhor, não lhe sendo pesado carregar este fardo.


A experiência de Pedro e do discípulo amado ilustram muito bem este tema. O impulsivo Pedro queria conhecer o destino reservado ao discípulo amado. E foi recriminado pelo Senhor: "Não lhe interessa saber o que reservei para ele; cuide você de fazer o que ordenei". A Pedro caberia uma sorte diferente. Bastava-lhe confiar ao Senhor os rumos de sua vida, e pôr-se a segui-lo.


Depois de optar pelo Mestre Jesus, o discípulo torna-se dócil e se deixa guiar por ele, quanto aos caminhos a serem trilhados, as tarefas a serem cumpridas, o Evangelho a ser proclamado, o testemunho a ser dado, as batalhas a serem travadas. O Senhor garante o destino do discípulo, junto do Pai, e, para lá, o conduz. E tudo isso o discípulo acolhe com alegria, feliz por estar em boas mãos.

 

Santo Antonino de Florença[3]

 

 

 

 

Nomeado arcebispo de Florença, fugiu para não ter que assumir o cargo, mas foi encontrado e teve por força que aceitá-lo. Revelou-se um grande arcebispo, cheio de zelo e espírito apostólico. Combateu o neo-paganismo renascentista e defendeu o Papado no Concílio de Basiléia. Deixou escritos teológicos de valor. Tal era sua fama de santidade no tempo em que vivia que, certa vez, o Papa Nicolau V declarou em público que o julgava tão digno de ser canonizado ainda vivo quanto São Bernardino de Sena, que acabava de ser elevado às honras dos altares. Homem de grande cultura e virtudes exímias: SANTO ANTONINO, que teve sempre enorme aceitação entre o povo. A ele deve-se não apenas a fundação convento de São Marcos, célebre em Florença, como também os preciosíssimos afrescos de Angélico. São verdadeiros monumentos históricos, marcados por raro valor artístico. O povo costumava chamar o seu arcebispo de "Antonino dos Bons Conselhos". A obra escrita que nos deixou prova suficientemente que o povo tinha razão.

 

Deus nos ama como o melhor dos pais e a mais terna das mães. (S.João Ma. Vianney)

 



[1] Missal Cotidiano, © Paulus

[2] Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

[3] www.asj.org.br