Sábado, 12 de janeiro de 2008

Tempo do Natal depois da Epifania, Ano “A” 2ª Semana do Saltério (Livro I), cor Branca

 

 

Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos. (Gl 4, 4-5)

 

Santos: Antônio Maria Pucci (presbítero), Arcádio da Mauritânia (mártir), Bento Biscop (abade), Cesária de Arles (abadessa), João de Ravena (bispo), Martinho de León (agostiniano), Probo de Verona (bispo), Satiro da Acaia (mártir), Tatiana de Roma (mártir), Tígrio e Eutrópio (mártires de Constantinopla), Vitoriano de Asan (abade), Zótico, Rogato, Modesto, Catulo e Companheiros (mártires da África), Bernardo de Corleone (capuchinho, bem-aventurado), João Gaspar Cratz, Manuel d'Abreu, Bartolomeu Alvarez e Vicente da Cunha (jesuítas, mártires do Vietnam, bem-aventurados), Margarida Bourgeoys (virgem, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, bem-aventurada), Pedro Francisco Jamet (presbítero, bem-aventurado)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, pelo vosso Filho nos fizestes nova criatura para vós. Dai-nos, pela vossa graça, participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 5, 14-21)
O filho de Deus veio e nos deu entendimento

 

Caríssimos, 14esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido.

 

16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17Toda iniqüidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o maligno não o pode atingir. 19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o verdadeiro. E nós estamos com o verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

Ele nos ouve em tudo que lhe pedimos

 

Com seu convite à prece confiante (versículo 14), João acentua uma qualidade fundamental da oração: submeter nossa súplica ao beneplácito de Deus. A prece do cristão deve pedir sobretudo o perdão e a salvação dos pecadores (versículo 16). O Senhor quer; com efeito, "que o ímpio se converta de seu caminho e viva" (Ez 33,11). Totalmente inútil pedir "para o pecado que leva à morte" (versículo 16), próprio daquele que, conhecida a luz, prefere as trevas, rejeita a verdade, obstina-se no mal. É o pecado contra o Espírito Santo, de que fala Jesus, "que não terá perdão eternamente" (Mc 3,29). A referência ao pecado evoca no apóstolo a feliz realidade, o autêntico privilégio do cristão de "não pecar", porque "nascido de Deus" (versículo 18), com a condição de ser fiel à sua vocação, fugindo do mundo que "está sob o poder do maligno" (versículo 19).

 

Salmo: 149, 1-2.3-4.5 e 6a e 9b (R/.4a)

O Senhor ama seu povo, de verdade

 

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! 2Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu rei!

 

3Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! 4Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

 

5Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, 6acom louvores do Senhor em sua boca. 9bEis a glória para todos os seus santos.

 

 

Evangelho: João (Jo 3, 22-30)

Importa que ele cresça e que eu diminua

 

Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judéia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24João ainda não tinha sido posto no cárcere.

 

25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: "Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele". 27João respondeu: "Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: 'Eu não sou o messias, mas fui enviado na frente dele'. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua". Palavra da Salvação!

 

 

 

 

Comentário o Evangelho

O auge da alegria

 

João Batista comportou-se de maneira exemplar diante do Messias Jesus, cujo ministério estava iniciando. Tratava-se de dar por encerrada sua missão de precursor, e retirar-se de cena, abrindo espaço para o Cristo. O texto evangélico expressa a consciência do Batista. Ele reconhecia que recebera de Deus a missão de preparar os caminhos do Messias. Portanto, não dependeu de sua iniciativa pessoal, nem resultou de mera intuição humana. Assim, uma vez cumprida a tarefa recebida, só lhe restava colocar-se, humildemente, no seu lugar, sem incorrer na tentação de competir com o Messias.


Quem escutara João, podia testemunhar em seu favor. Jamais ele afirmara ser o Cristo. Sua consciência de precursor impedia-o de confundir os papéis. Simplesmente fora mandado para precedê-lo. Nada mais! Ter-se-ia equivocado se tivesse feito as atenções confluírem para si. Ele era um simples instrumento de que Deus se servia para conclamar e preparar as pessoas para a chegada do Messias. Daí seu contentamento por saber que Jesus dera início a seu ministério. Como uma esposa alegra-se com a chegada do esposo, ele havia atingido o auge da felicidade! (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

 

São Tomás de Córi[2]

Este santo é especialmente reconhecido pela Igreja Católica já que restaurou os templos dos Santos Lugares em Jerusalém, depois do terrível destroço que fizeram ali os persas.

 

No ano 600 o rei persa Cosroes, pagão e inimigo da religião católica invadiu a Terra Santa na Palestina, e ajudado pelos judeus e samaritanos foi destruindo e queimando sistematicamente todo o católico: templos, casa religiosas, altares, etc. Mandou matar a milhares de cristãos em Jerusalém, a muitos outros os vendeu como escravos e, a outros, desterrou-os sem piedade. Um deles foi o Arcebispo de Jerusalém, São Zacarias, e foi São Modesto superior de um dos conventos da Terra Santa que Deus chamaria para reconstruir os templos. Heráclito, o novo governante, conseguiu afastar aos persas da cidade, situação que o santo aproveitou para começar o projeto de reconstrução, para o que contou com a ajuda de suas monges a recolher.

 

O primeiro que reconstruiu foi o templo do Santo Sepulcro, e em seguida o do Getsemani ou o Horto das Oliveiras e a Casa da Última Ceia, ou Cenáculo.

 

O Arcebispo Zacarias tinha morrido no desterro, e o imperador Heráclito nomeou como sucessor de este a São Modesto. Nomeou-o Patriarca Arcebispo de Jerusalém, sendo uma eleição muito oportuna, porque então sim teve facilidade para dedicar-se a reconstruir as centenas de templos e demais lugares Santos destruídos pelos bárbaros. Modesto continuou incansável seu trabalho de reconstruir templos, conseguir contribuições e inspecionar os trabalhos nos diversos sítios.

 

Morreu em 18 de dezembro enquanto levava um valioso carregamento de ajuda para a restauração dos Santos lugares, foi envenenado por uns perversos para poder lhe roubar os tesouros que levava.



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] www.acidigital.com