Segunda, 5 de maio de 2008

7ª Semana da Páscoa, 3ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá em vós, e dareis testemunho de mim até os confins da terra, aleluia! (At1, 8)

 

 

Hoje: Dia Nacional das Comunicações

 

Santos: Ângelo (mártir, Ordem Carmelita), Silvano, Joviniano, Niceto, Eutímio (diácono), Máximo (bispo), Eulógio (bispo), Pio V (papa), Hilário (Bispo de Arles), Maurúncio (abade), Avertino, Juta (viúva).

 

Oração: Nós vos pedimos, ó Deus, que venha a nós a força do Espírito Santo, para que realizemos fielmente a vossa vontade e a manifestemos por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 19, 1-8)

Vós recebestes o Espírito Santo  quando abraçastes a fé?

 

1Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões montanhosas e chegou a Éfeso. Aí encontrou alguns discípulos e perguntou-lhes: 2"Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?" Eles responderam: "Nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!" 3Então Paulo perguntou: "Que batismo vós recebestes?" Eles responderam: "O batismo de João". 4Paulo disse-lhes: "João administrava um batismo de conversão, dizendo ao povo que acreditasse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus". 5Tendo ouvido isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus. 6Paulo impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu o Espírito Santo. Começaram então a falar em línguas e a profetizar. 7Ao todo, eram uns doze homens. 8Paulo foi então à sinagoga e, durante três meses, falava com toda convicção, discutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o reino de Deus. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?

 

Este fato dirige e orienta nossa reflexão sobre a presença maciça e o papel de agente que tem o Espírito Santo na Igreja apostólica, e na extraordinária e mesmo sensível experiência que têm os primeiros cristãos de sua presença e atuação. Não é à toa que se definem os Atos como “o evangelho do Espírito Santo”.

 

À parte a ausência, hoje, das manifestações exteriores e vistosas que eram chamadas “dons do Espírito” (carismas?), é de se perguntar porque é tão pouco relevante o Espírito na vida e na experiência dos cristãos de agora. Depois do Concílio fala-se dele com mais freqüência, porém muito mais se fala de “carismas” do que do Espírito que dá os carismas. (Missal Cotidiano, Paulus 1997)

 

 

Salmo: 67 (68), 2-3.4-5ac.6-7ab (R/.33a)

Reinos da terra, cantai ao Senhor

 

Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! Como a fumaça se dissipa, assim também os dissipais, como a cera se derrete, ao contato com o fogo, assim pereçam os iníquos ante a face do Senhor!

 

Mas os justos se alegram na presença do Senhor, rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! O seu nome é Senhor: exulta diante dele!

 

Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor; é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.

 

 

 

Evangelho: João (Jo 16, 29-33)

Tende coragem! eu venci o mundo!

 

Naquele tempo, 29os discípulos disseram a Jesus: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus". 31Jesus respondeu: "Credes agora?

 

32Eis que vem a hora - e já chegou - em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só porque o Pai está comigo. 33Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo!" Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho[1]

Eu venci o mundo!  

 

O mundo, entendido como força de oposição a Jesus e empecilho para a realização de sua obra, está em contínuo conflito com o Filho de Deus. Em todo o seu ministério houve uma luta ininterrupta com o mundo.


Desde o início, este procurou desconhecer a Palavra revelada por Jesus. Também cultivou um terrível ódio contra ele, porque desmascarava a malícia de suas obras. O mundo maquinou a morte de Jesus, arregimentando todos os inimigos e tentando convencê-los de que o Mestre era um blasfemo e inimigo da nação. Ademais, o mundo assumiu a postura ridícula de reconhecer o imperador romano como rei, porque isto lhe convinha para confirmar a sentença capital contra o enviado de Deus.


O mundo encarna o poder das trevas, da morte, da mentira e do pecado. Por isso, não podia chegar a um acordo com quem era luz e tinha por missão gerar vida e verdade e, assim, fazer a graça divina jorrar sobre toda a humanidade. Mas, a cegueira apossou-se do mundo, impedindo-o de chegar à verdade. Sua auto-suficiência fê-lo desprezar a oferta divina de salvação, proclamada pelo Filho de Deus.


Jesus tem consciência de ter vencido o mundo, embora tivesse de passar pela morte de cruz. Sua vitória resultou da ação conjunta com o Pai. Afinal, ao se levantar contra Jesus, o mundo se insurgia contra o próprio Deus. Seria ingenuidade ter a pretensão de vencê-los!

 

São José Benedito Cottolengo[2]

 

 

 

O cônego Cottolengo era a caridade personificava. Após ter assistido a morte de uma a mulher cercada de seis filhinhos chorosos, morte esta por falta de socorros médicos que lhe foram negados, vendeu o pouco que possuía, inclusive o manto, alugou alguns quartos e deu início à obra oferecendo asilo gratuito a uma velhinha paralítica. E a Pequena Casa, como era chamada, cresceu. Mas a casa foi fechada quando ainda estava repleta de pessoas acometidas por cólera em 1831. O que fez este nobre santo? Carregou algumas coisas consigo, colocou-as sobre um burro e com duas freiras dirigiu-se fora da cidade em Valdocco. Sobre a porta de um velho casarão abandonado, leu: "Hospedaria do Brantatore". Ele inverteu a insígnia e escreveu: " Pequena Casa da Divina Providência", e a dizer: "Para que uma couve cresça forte e sadia precisa ser transplantada..." De família numerosa, foi o primogênito dos doze irmãos. Fez teologia em Turim. Como Vigário cooperador em Corneliano de Alba, celebrava Missa às 3 h da madrugada para que os camponeses pudessem assisti-la antes de ir para o trabalho. Dava trabalhinhos aos asilados para que tivessem com que se ocupar e toda a assistência possível. E dizia: "A vossa caridade se deve expressar com toda boa graça para conquistar os corações. Haveis de produzir alegria! "Sua forte fibra não resistiu muito tempo e de vez em quando ouvi-se do santo: "Meu burro já está empacando..." No leito de morte convidou a "seus filhos" - porque assim os chamava - a agradecerem com ele à Providência. Suas últimas palavras foram: "Iremos para a Casa do Senhor". São José Benedito morreu em 30 de abril de 1842, aos 56 anos de idade em Valdocco, na Itália

 



[1] O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

[2] www.asj.org.br