Segunda, 12 de maio de 2008

6ª Semana do Tempo Comum,  2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem definida que me salva. Sois minha fortaleza

e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)

 

 

Hoje: Dia da Enfermagem e dia do Enfermeiro

 

Santos: Joana; Nereu e Aquiles (mártires, memória facultativa), Pancrácio (mártir, memória facultativa), Epifânio (judeu da Palestina convertido, Bispo de Chipre, monge), Modoaldo (Bispo de Tréveris), Rictrudes (viúva), Germano (Patriarca de Constantinopla), Domingos da Calçada, Francisco Patrizzi, Gema de Solmona (Beata), Joana de Portugal (Beata), João Stone (beato, mártir), Inácio de Laconi (Confessor franciscano da 1ª Ordem).

 

Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Tiago (Tg 1, 1-11)
A fé supera todas as provações e traz perseverança

 

1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos tomeis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma. 5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada.

 

6Mas peça com fé, sem duvidar; porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar; impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8O homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor; logo seca a erva, cai a sua flor; e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

A comprovação da fé produz em vos a perseverança

 

A “perfeita alegria” que se experimenta no sofrimento e na provação coloca-nos diante dos olhos a figura de Francisco de Assis. Nele encontramos  a aletria, a humildade de coração e a paciência, a sabedoria alcançada com a oração. Através das provações encontradas em sua vida ou deliberadamente enfrentadas, ao deixar as riquezas e abraçar as humilhações da “irmã pobreza”, recebeu ele muito do Senhor e tornou-se “perfeito e íntegro”, contribuindo para a reforma da Igreja de seu tempo. Dentro do espírito de Tiago e de Francisco, o Concílio Vaticano II exorta “todos os católicos” a “tender à perfeição cristã” (*Cf Tg 1, 4; Rm 12, 1-2) e a esforçar-se, cada um conforme suas condições, a fim de que a Igreja,trazendo em seu corpo a humildade e a mortificação de Cristo, vá dia a dia se purificando e renovando, até que Cristo a faça aparecer resplendente de glória, sem mancha nem ruga.”

 

 

Salmo: 118(119), 67.68.71.75.76 (+77a)

Venha a mim o vosso amor e viverei

 

Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei!

 

Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade!

 

Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!

 

A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

 

Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor!

 

Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes.

 

 

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 8, 11-13)

Cristo vai ao encontro de pessoas que creiam

 

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: "Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal". 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem. Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho[2]

Disputando com Jesus

 

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo em alguma palavra passível de ser mal-interpretada, para poder acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se manteve vigilante para não se deixar enredar.

 

Mas o que eles não aceitavam em Jesus? Entre outras coisas, a forma irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, marginalizados e gente de má fama.

 

Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade; a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino; a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.

 

O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão.

 

Santa Joana[3]

 

 

 

Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou os encargos do governo da casa real. Filha primogênita do rei D. Afonso V, possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão D. João (futuro D. João II) que desejavam um casamento vantajoso para ela. Embora pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luis XI da França, para espanto de todos, em 1471 recolheu-se temporariamente no mosteiro de Odívelos. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua frágil saúde viu-se impedida. Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservando o hábito religioso; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem. Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava freqüentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Conservava um livro onde ela anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Por ocasião da semana santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e as presenteava com roupas, alimentos e dinheiro. Dali foi para o mosteiro de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de maio de 1490 e foi beatificada em 1693.

 

 

O mais importante na devoção a Nossa Senhora é a imitação de suas excelsas virtudes (Frei Wenceslau Scheper)

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998

[3] www.asj.org.br