Segunda, 14 de janeiro de 2008

I Semana do Tempo Comum, Ano Par, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde

 

 

Ergamos nos nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão

dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Hoje: Dia do Enfermo; Dia do Treinador de Futebol

 

Santos: Barbascêmino de Selêucia-Ctesifon (bispo) e Companheiros (mártires), Dácio de Milão (bispo), Félix de Nola (presbítero), Félix de Roma (presbítero), Macrina (viúva, mãe de São Basílio Magno, de São Gregório de Nissa e de São Pedro de Sebaste), Malaquias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Sabas de Serbia (monge, bispo), Amadeu de Clermont (monge, bem-aventurado), Odo de Novara (monge, bem-aventurado), Pedro Donders (missionário redentorista, bem-aventurado)

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 1, 1-8)
Ana, a mãe de Daniel, era estéril

1Havia um homem sufita, oriundo de Rama, no monte Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroam, filho de Eliú, filho de Tou, filho se Suf, efraimita. 2Elcana tinha duas mulheres; uma chamava-se Ana e a outra Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não tinha. 3Todos os anos, esse homem subia da sua cidade para adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor Todo-poderoso, em Silo. Os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, era sacerdotes do Senhor naquele santuário. 4Quando oferecia sacrifício, Elcana dava à sua mulher Fenena e a todos os seus filhos e filhas as porções que lhes cabiam. 5A Ana, embora a amasse, dava apenas uma porção escolhida, pois o Senhor a tinha deixado estéril. 6Sua rival também a magoava e atormentava, humilhando-a pelo fato de o Senhor a ter tornado estéril. 7E isso acontecida todos os anos. Sempre que subiam à casa do Senhor, ela a provocava do mesmo modo. E Ana chorava e não comia. 8Então, Elcana, seu marido, lhe disse: “Ana, por que estás chorando e não te alimentas? E por que se aflige o teu coração? Acaso não sou eu melhor para ti do que dez filhos?” Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

Sua rival a magoava e atormentava

 

Samuel, filho totalmente inesperado, revela-se o homem da providência: sobre ele pesará o grave encargo de atender às instâncias do povo, que desejava ter um rei; receberá também de Deus a incumbência de sagrar o primeiro rei. Mas, antes que tudo isso aconteça, uma mulher está imersa na mais profunda tristeza; uma tristeza que as delicadas atenções do marido não conseguem afastar. Por que esta situação de injustiça? Por que à outra tantos filhos e a mim nenhum? Por que à outra as honras e a mim o desprezo?... Tantas perguntas sem resposta, em face da dor física e moral, em face das injustiças, das desigualdades em matéria de dinheiro, sucesso, capacidade, relações. O cristão, enquanto se esforça para promover um mundo mais justo e mais habitável, sabe ler nos acontecimentos alegres ou adversos o plano de Deus, que se realiza também através dos erros, incapacidade e maldade dos homens. O problema da esterilidade aflige muitos casais, mesmo num tempo em que só se fala de controle da natalidade e do aborto. Recorrer a Deus é sempre possível.

 

 

Salmo: 115 (116 B), 12-13.14-17.18-19 (+17a)

Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor

 

12 Como pagarei ao Senhor todo o bem que me fez? 13 Elevarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.

 

14 Cumprirei meus votos diante do Senhor na presença de todo o povo. 15É dolorosa aos olhos do Senhor a morte de seus fiéis. 16 Porque sou teu servo, Senhor – teu servo, filho de tua serva –, rompeste meus grilhões. 17Oferecer-te-ei um sacrifício de ação de graças, invocando o nome do Senhor.

 

18 Cumprirei meus votos diante do Senhor na presença de todo o povo, 19 nos átrios da casa do Senhor, em teu centro, Jerusalém. Aleluia!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 14-20)

Jesus inaugura a sua pregação

 

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15"tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos vos, e crede no Evangelho!". 16E, passando à beira do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: "Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens". 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

Os seguidores de Jesus

 

Dois traços marcaram o ministério de Jesus desde os seus primórdios. Ele não foi um pregador solitário, apegado à tarefa recebida do Pai, sem partilhá-la com ninguém. Pelo contrário, quis contar com colaboradores que o ajudassem a levar a cabo sua missão. Os escolhidos foram pessoas simples, pescadores do lago da Galiléia, cujas vidas se transformaram totalmente, a partir do encontro com o Senhor. Eles foram convidados a deixar tudo e seguir o Mestre, que lhes deu como missão saírem pelo mundo, atraindo as pessoas para Deus. Um horizonte novo despontou para eles. O desafio lançado por Jesus foi acolhido com generosidade. Nada os impediu de romper com o mundo e seguir o Mestre.

 

Outro traço do ministério de Jesus: ao chamar os discípulos e confiar-lhes uma missão, o Senhor deu a entender que sua obra deveria ser levada adiante e expandir-se, a partir da sementinha lançada por ele.

 

Jesus anunciou a chegada do Reino e realizou sinais indicadores de sua presença. Durante sua vida terrena, não se poupou para fazer o Reino acontecer. Agora, cabia aos discípulos levar adiante o anúncio da Boa-Nova, para que o apelo do Reino atingisse a todos, sem distinção. Jesus colocou diante deles um mar diferente, a humanidade inteira, onde a função de pescadores haveria de continuar. Era hora de pescar muitas pessoas para Deus.(O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

Para sua reflexão pessoal[2]

 

O convite de Jesus para a nossa conversão e crença no Evangelho resulta num objetivo primordial: a nossa salvação. Jesus, um verdadeiro líder, logo no início da sua vida pública, buscou a formação de uma equipe (os doze apóstolos) para anunciarem que o Reino está próximo. Mais de dois mil anos passados, nós, seguidores do Messias, estamos na caminhada, porque fomos verdadeiramente “pescados” para o seu Reino. Mas o que temos verdadeiramente feito para merecermos a nossa salvação? Como anda a nossa conversão diária? Temos feito a nossa parte?

 

 

São Pedro Donders[3]

Nasceu em Tilburg, Brabante do Norte em 27 de outubro de 1805. Filho de Arnold e de Petronila van den Brekel. Profundamente impressionado pelas lições do apóstolo Paulo (Hb 5,1) ordenou-se sacerdote aos 32 anos de idade em Oogstgeest, deixou sua pátria e trabalhou apostolicamente por quase 45 anos na Guiana Holandesa. Quando o vicariato apostólico da Guiana Holandesa foi confiado aos redentoristas que queriam se ocupar das almas mais abandonadas, são Pedro Donders pediu para ser admitido entre eles, em 27 de junho de 1867. Emitiu os votos perpétuos, tornando assim, definitivamente mais um dos filhos de Santo Afonso. Logo depois retornou para o meio dos leprosos entre os quais trabalhou com a maior dedicação até 1856. Além dos leprosos, ocupou-se dos índios e negros escravos e não escravos. O seu primeiro livro intitulou-se "Novo Apóstolo dos negros, dos índios e dos leprosos" São Pedro Donders naturalmente também se ocupou dos brancos em seus serviços sacerdotais. De 1842 a 1856 trabalhou na capital Paramaribo e de 1883 a 1885 em Corronie, na costa. Morreu em Batávia - na época, colônia dos leprosos no dia 14 de janeiro de 1887, aos 82 anos de idade.

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] Everaldo Souto Salvador, ofs, Mundo Católico

[3] www.asj.org.br