Segunda, 18 de fevereiro de 2008
II Semana do Tempo da Quaresma, II Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Roxa
Tende compaixão de mim, ó Deus, e libertai-me! Meus pés estão firmes no caminho reto, nas assembléias bendirei ao Senhor. (Sl 25, 11-12)
Santos: Bento de Cagliari (monge, bispo), Constábile de Cava (abade), Donato, Secundiano, Rômulo e Companheiros (mártires de Porto Gruaro, perto de Veneza), Evermodo de Ratzeburg (monge, bispo), Faustino e Companheiros (prováveis mártires de Roma), Finan de Iona (bispo), Fintano de Clonenagh (abade), Habet-Deus de Luna (bispo, mártir), Lomano de Trim (bispo), Policrônio (bispo, mártir da Babilônia) , Silvino de Auchy (monge, bispo), Teódulo e Juliano de Cesaréia (mártires), Francisco Régis Clet (mártir da China, bem-aventurado), Frowin de Bellevaux (abade, bem-aventurado), Lucas Belludi (franciscano, bem-aventurado), William Richardson (mártir, bem-aventurado)
Oração do Dia: Deus, que para remédio e salvação nossa nos ordenais a prática da mortificação, concedei que possamos evitar todo pecado e cumprir de coração os mandamentos do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Daniel (Dn 9, 4b-10)
A ti, Senhor, cabe a misericórdia e perdão
4b"Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos ante passados e a todo o povo do país.
7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Pecamos, temos praticado a injustiça e a impiedade
A Escritura, história do amor de Deus, é também uma história do pecada. Como Israel, o homem moderno descobre grande incapacidade coletiva de amar e reconhece que o pecado reina no mundo. Todos fomos contagiados por ele e contribuímos para isso. Também os males físicos que nos afligem têm alguma conexão com o nosso pecado. Quando menos porque, em vez de nos unirmos para "sujeitar a terra" ao bem de todos, por causa do pecado que está em nós, subjugamo-nos, exploramos e fazemos o mal uns aos outros. Entretanto, a misericórdia de Deus, a graça, a vida que Jesus nos traz, são mais fortes do que o pecado. As forças de verdade e de graça postas por Deus no homem, e continuamente comunicadas por meio da Igreja, fazem o bem mais forte e mais contagioso que o mal. Reconhecendo-nos pecadores, tenhamos confiança na misericórdia do Pai, que nos ama mesmo quando estamos fora do caminho.
Salmo: 78(79),
8.9.11 e 13 (R/.Sl 102[103],10a)
O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas
8Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo.
9Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
11Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer! 13Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos.
Evangelho: Lucas (Lc 6, 36-38)
Com a mesma medida com que medires
os outros vós também sereis medidos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36"Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos". Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho[2]
Perdoar e ser perdoado
A reconciliação foi um tema fundamental do ministério de Jesus. Tudo quanto fazia visava restaurar os laços de amizade dos seres humanos entre si e com Deus. Ele foi, por excelência, um construtor de reconciliação. Portanto, um bem-aventurado!
No
seu ensinamento, o Mestre mostrou a transcendência do perdão que rompe os
limites do puro relacionamento humano para levar ao relacionamento das pessoas
com Deus. No ato de perdoar, o discípulo do Reino decide seu destino eterno.
A
ordem de Jesus – “Perdoai, e sereis perdoados!” – não expressa a reciprocidade
do perdão no nível puramente humano, como se ele dissesse: na medida em quem
vocês perdoarem o próximo, serão perdoados por ele. Pelo contrário, o perdão
oferecido ao próximo tem, como contrapartida, o perdão recebido de Deus. Quem
abre o coração e oferece o perdão a seu semelhante, restabelecendo o
relacionamento fraterno encontrará no Pai um coração aberto para perdoá-lo e
acolhê-lo.
Conclui-se
da ordem de Jesus que, quem não perdoa, não receberá o perdão do Pai, pois a
falta de comunhão com o semelhante é indício de ruptura com o Pai. Assim, o
discípulo do Reino busca construir um relacionamento sólido com o Pai, por meio
da comunhão com o seu semelhante. É ilusório querer trilhar um caminho diferente. (O
EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996)
Santa Bernadete Soubirous[3]
Santa Bernadete nasceu em Lourdes, na França, em 1844. Chamava-se Maria Bernarda. Filha de gente simples, mas a educaram dentro dos preceitos da Igreja Católica. Aos treze anos foi viver na pequena povoação. Analfabeta, acostumada aos trabalhos rudes do campo, Bernadete conhecia apenas as principais orações dos cristãos: o pai-nosso, a ave-maria, o credo etc. As aparições tiveram início no dia 11 de fevereiro de 1858, em que Nossa Senhora se proclamava: "Eu sou a Imaculada Conceição".Após as aparições, Bernadete ingressou no Convento das Irmãs de Nevers, onde viveu 13 anos, muitas vezes incompreendida e tratada com dureza pelas superioras e co-irmãs. Acometida de tuberculose, aos poucos consumida por uma cárie óssea. Viveu sua vida em sua cela de freira orando pelas almas das pessoas que ainda não encontraram o caminho de Deus, sempre com humildade e resignação, rezando menos para que a dor que sentia diminuísse e que o Céu lhe dessa paciência e força para suportar calada as provações de Deus. Bernadete morreu no dia 16 de abril de 1879. Morreu pronunciando oração de súplica a Maria: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, pobre pecadora" Em 1925, Pio XI proclamou-a bem-aventurada e, em 1937, foi canonizada.