Segunda, 21 de janeiro de 2008
Santa Inês, Virgem e Mártir, Memória, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Vermelha
Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.
Hoje: Dia Mundial da Religião
Santos: Brígida de Kilbride (virgem), Epifânio de Pavia (bispo), Frutuoso, Augúrio e Eulógio, (bispo e diáconos, mártires de Tarragona), Maccallin de Waulsort (abade), Meinardo de Einsiedeln (eremita, mártir), Pátroclo de Troyes (mártir) , Públio de Malta (bispo, mártir), Viviano de Holywood (bispo), Albano Bartolomeu Roe (monge, mártir, bem-aventurado), Eduardo Stransham (mártir, bem-aventurado), Inês de Beniganim (virgem, bem-aventurada), Josefa Maria de Santa Inês (bem-aventurada), Juliano Francisco Morin de la Girardière (mártir de Laval, bem-aventurado), Juliano Moulé (bem-aventurado), Tiago Burin (mártir de Laval, bem-aventurado), Tomás Reynolds (mártir, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: I Samuel (1 Sm 15, 16-23)
A obediência vale mais do que os sacrifícios
Naqueles dias, 16Samuel disse a Saul; "Basta! Deixa-me dizer-te o que o Senhor me revelou esta noite". Saul disse: "Fala!" 17Então Samuel começou: "Por menor que sejas aos teus próprios olhos, acaso não és o chefe das tribos de Israel? O Senhor ungiu-te rei sobre Israel 18e te enviou em expedição, com a ordem de eliminar os amalecitas, esses malfeitores, combatendo-os até que fossem exterminados. 19Por que não ouviste a voz do Senhor, e te precipitaste sobre os despojos e fizeste o que desagrada ao Senhor?"
20Sau1 respondeu a Samuel: "Mas eu obedeci ao Senhor! Realizei a expedição a que ele me enviou. Trouxe Agag, rei de Amalec, para cá, e exterminei os amalecitas. 21Quanto aos despojos, o povo reteve, das ovelhas e dos bois, o melhor do que devia ser eliminado, para sacrificar ao Senhor teu Deus em Guilgal". 22Mas Samuel replicou: "O Senhor quer holocaustos e sacrifícios, ou quer a obediência à sua palavra? A obediência vale mais que o sacrifício, a docilidade mais que oferecer gordura. de carneiros. 23A rebelião é um verdadeiro pecado de magia, um crime de idolatria, uma obstinação. Assim, porque rejeitaste a palavra do Senhor, ele te rejeitou: tu não es mais rei". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
O episódio de Saul nos leva a considerar a natureza da verdadeira "religião", isto é, das relações do homem com Deus. Essas relações podem ser falsificadas pela presunção e pela ilusão. A presunção é a posição de quem diz: "Quanto a mim, vivo a religião a meu modo, não quero imposições de ninguém: vou à igreja quando tenho vontade, pratico as ações que me sinto inclinado a praticar ou, então, não faço nada disso". A ilusão, ao contrário, leva a agir não por inclinação, mas por ignorância, ou porque, tomadas pelo engano do sentimento que faz com que dêem muita importância a coisas secundárias ou a práticas supersticiosas, as pessoas se descuidam das que têm relevância fundamental. A mensagem cristã "é mensagem de suprema liberdade". Mas é uma "mensagem" com um conteúdo bem preciso. É Deus quem primeiro se dirige ao homem, é Deus que faz ao homem uma "proposta". Só o conhecimento dessa proposta dá ao homem a possibilidade de estabelecer com Deus um relacionamento autêntico. A escuta da palavra de Deus e a genuína interpretação que lhe dão os pastores da Igreja oferecem esta possibilidade.
Salmo: 49(50), 8-9.16bc-17.21 e 23 (+ 23b)
A todo homem que procede retamente, eu
mostrarei a salvação que vem de Deus
Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.
Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!
Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.
Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
Evangelho: Marcos (Mc 2, 18-22)
A palavra do Senhor é viva e eficaz
Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?" 19Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos". Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho
A mistura inconveniente
Jesus não admitia intromissões indevidas na maneira como orientava seus discípulos. Aqui e acolá, os fariseus davam palpites e eram repreendidos. Não aceitava que se misturasse, inconvenientemente, a novidade do Reino trazida por ele com os esquemas caducos da uma religiosidade feita de exterioridades.
O fato de os seus discípulos não jejuarem deu pé para um entrevero com os fariseus. Estes não podiam entender como aqueles não jejuavam, enquanto eles faziam não só os jejuns prescritos, mas também, os jejuns voluntários, manifestando, assim, uma piedade acima de qualquer suspeita. Portanto, digna de ser imitada.
Isto não impressionava Jesus, pois ele pensava a partir de outros parâmetros. Enquanto estivesse com os discípulos, seria tempo de alegria e festa. Portanto, nada de jejuns e penitências. Só quando fossem privados da presença do Mestre, é que haveriam de jejuar, preparando-se para a sua nova vinda, tempo de alegria sem fim. Seria insensato formar um grupo de penitentes, quando não era o momento para isso.
O período de convivência com o Mestre teria uma finalidade bem diferente: preparar-se para a missão, deixar-se instruir, abrir o coração para acolher o testemunho dele. Quando Jesus tivesse partido, ai sim, teria início uma nova etapa na caminhada, na qual seria justificável jejuar. Cada coisa em seu tempo. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)
Santa Inês (Santa Agnes)[2]
Virgem e mártir do século III, segundo a tradição vinha de uma família nobre e rica e a medida que crescia se tornava uma linda donzela de sedutora beleza. Seus cabelos vermelhos e longos ascendia os desejos dos jovens romanos. Mas ela, havia prometido castidade perpétua e sofreu várias tentativas de violações, sempre orando a Jesus para protegê-la.
Assim, o primeiro homem que a quis violar foi cegado por um raio de luz. Santa Inês o perdoou e ele pode ver de novo.
Foi então denunciada como sendo cristã. Prenderam-na e a torturam para que ela oferecesse sacrifícios aos desuses romanos e como ela recusasse, levaram-na para um Bordel, mas o homem que tentou violentá-la foi morto por um raio de luz.(este Bordel ainda existe com uma inscrição do Papa Damasus I, assim é provável que esta historia seja verdadeira).
O Bordel era debaixo do Arco do Estádio de Dominitian onde é hoje a Praça Novona. O Arco forma a Cripta da Igreja de Santa Agnes em Agone.
Diz a tradição que foi acesso uma fogueira para ela ser queimada e quando colocada na pira ela orou e o fogo milagrosamente se extinguiu. Colocada para ser desmembrada por cavalos, os seus punhos eram muito pequeninos e não havia grilhões de ferros para ela. Tentaram amarrá-la com correntes mas as correntes escorregaram em seu corpo, e as que ficavam, simplesmente arrebentavam. Finalmente foi decapitada com a espada. Por causa da influencia de sua família seu corpo não foi atirado no rio(como era costume) e foi enterrado no cemitério da família e hoje forma a catacumba dela e é ao lado da igreja dedicada a ela na Via Nomentana.
Vários milagres foram reportados em sua tumba e creditados a sua intercessão e sua fama se espalhou rapidamente.
Quando o Imperador Constantino quis ter sua filha batizada, ele o fez perto do
local da igreja de Santa Agnese Fuori le Mura que foi erigida por ele
sobre sua tumba. Em 382 o Papa Damasus I, que foi o primeiro a chamar
Roma de "Sé Apostólica", restaurou a igreja de Santa Agnes.
Durante o reinado do Papa Paulo V as relíquias de Santa Agnes foram encontradas
no santuário da igreja.
Agnes significa em grego casta, e em latim ovelha. Talvez por isto na arte litúrgica da Igreja ela é representada sempre segurando uma ovelha. Na sua festa, uma ou duas ovelhas são abençoados na sua igreja em Roma e de sua lã se faz alguns "palliuns" (duas tiras de lã branca) a qual o Papa confere aos Arcebispos como símbolo de sua jurisdição.
Ela é mencionada na Primeira Prece Eucarística. Segundo a tradição a Santa Inês ajuda a encontrar um noivo para um feliz casamento. É padroeira da pureza e da castidade e é invocada na proteção da castidade.
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