Sexta-feira, 9 de maio de 2008
7ª Semana da Páscoa, 3ª do Saltério (Livro II), cor Litúrgica Branca
Cristo nos amou e nos lavou dos pecados com seu sangue, e fez\ de
nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai, aleluia! (Ap 1,5-6)
Santos: Maria de Cléofas (matrona), Valdetrudes (viúva), Hugo de Ruão (bispo), Galcério ou Gautério (abade), Ubaldo de Florença (beato), Tomás de Tolentino (mártir e beato), Antônio Pavoni (mártir e beato), Acácio, Demétrio, William Cufitella de Scicli (bem aventurado, confessor franciscano da 3ª ordem)
Oração: Ó Deus, pela glorificação do Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Atos (At 25, 13b-21)
É pelo testemunho que Paulo será decapitado
Naqueles dias, 13bo rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: "Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação.
17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo
Paulo é cidadão romano. Hebreu e fariseu, opta por este privilégio, por ter visto no império maior respeito à dignidade pessoa humana (v. 16) e encontrando maior possibilidade de universalismo do que no particularismo judaico. Ora, dignidade da pessoa e universalismo são exatamente os dois pólos, os dois pressupostos humanos em que se apóia a evangelização. Os antigos Padres viram na realidade e na estrutura exterior do império romano um desígnio providencial para a difusão e fecundidade da mensagem cristã. Os profetas e pregadores modernos vêem na nova consciência da dignidade e dos direitos do homem, na redescoberta dos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, nos esforços pela paz, na luta contra a opressão, a miséria, a injustiça, um fecundo terreno para a semente da palavra de Deus e uma válida aproximação para um diálogo e colaboração entre os homens, a fim de realizar os desígnios de Deus.
Salmo: 102
(103), 1-2.11-12. 19-20ab (R./19a)
O
Senhor pôs o seu trono lá nos céus
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.
O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.
Evangelho: João (Jo 21, 15-19)
Apascenta os meus cordeiros e minhas ovelhas
Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?" Pedro respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros". 16E disse de novo a Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas?" Pedro disse: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Jesus disse-lhe: "Apascenta as minhas ovelhas".
17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas?" Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo". Jesus disse-lhe: "Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir". 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: "Segue-me". Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho[2]
Tu me amas?
Todo cristão deveria se defrontar com a tríplice pergunta que o Ressuscitado dirigiu a Pedro. Ela é bem precisa: "Tu me amas?", e não pode ser respondida com evasivas ou sem convicção. É sim ou não, com as respectivas conseqüências, tanto em termos pessoais - conversão interna -, quanto em termos sociais - testemunho público e seus riscos.
A melhor maneira de expressar nosso amor a Jesus é amar o próximo. E o ápice
deste amor está em não poupar nada de si, quando se trata de servir, como fez
Jesus.
Portanto, a pergunta do Ressuscitado poderia ser respondida assim: "Tu sabes
que eu nutro profundo amor pelo meu próximo; podes ver como minha vida é toda
vivida como doação; podes, igualmente, verificar como minha existência é tecida
de gestos concretos de oblação. Esta é a prova de que, realmente, eu teu
amo".
O Mestre não pode confiar no discípulo, cujo amor não é entranhado. Por isso,
antes de confiar a Pedro a missão de presidir a comunidade dos cristãos, quis
se assegurar do seu amor. Este procedimento de Jesus é plenamente acertado. O
exercício do ministério, na Igreja, pressupõe o amor que ele exigiu de Pedro,
quando lhe confiou a missão de conduzir o seu rebanho. Arrisca-se a descambar
para a tirania a liderança de quem se põe à frente da Igreja sem amar,
autenticamente, a Jesus.
São Pacômio[3]
Foi o primeiro organizador da vida comum nos cenóbios, a vida monacal organizada, com um superior e, sua regra, que conta com 192 preceitos, continha hierarquia. Uns eram enfermeiros, ecônomos, confessores, etc. Exerceu influência em toda a vida religiosa através dos séculos. Retirou do mundo a fim de dedicar toda sua vida à oração, à penitência, à solidão. A comunidade fundada por ele teve um desenvolvimento tão rápido que durante sua vida reuniu sete mil monges e no final do sendo V, chegava a cinqüenta mil. A base da vida religiosa era constituída fundamentalmente pela irrestrita castidade, pobreza e obediência ao superior. Pontualidade, silêncio, disciplina, recitação de certas preces, algumas penitências, tudo para incrementar o processo ascético dos monges.
Quem é bom, tem coração de mulher. Quem ama, tem coração de mãe. ( Pe. Gambi)