Sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Tempo do Natal depois da Epifania, Ano “A” 2ª Semana do Saltério (Livro I), cor Branca
Para os retos de coração surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso. (Sl 111,4)
Santos: Alexandre de Fermo (bispo, mártir), Anastácio de Castel Sant'Elia (abade), Honorata de Pavia (virgem, irmã do bispo Santo Epifânio), Higino (papa, mártir), Lêucio de Bríndisi (bispo), Palemão de Tebaida (abade, considerado o iniciador da vida monástica no Oriente), Paulino de Aquiléia (bispo), Pedro, Severo e Lêucio (mártires de Alexandria), Sálvio (mártir da África), Sálvio de Amiens (bispo), Teodósio de Belém (abade), Vital de Gaza (eremita), Bernardo Scammaca (presbítero dominicano, bem-aventurado), Tomás de Cori (franciscano, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus todo-poderoso, que o Natal do salvador do mundo, manifestado pela luz da estrela, sempre refulja e cresça em nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura:
I Carta de São João (1Jo 5, 5-13)
Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho
Caríssimos, 5quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue). E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7Assim, são três que dão testemunho: 8o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho.
10Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho, não tem a vida. 13Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura
O espírito, a água e o sangue
O batismo de Jesus nas águas do Jordão e sua morte na cruz são a prova de sua messianidade. A presença de Cristo é continuamente atualizada nos sacramentos da Igreja, particularmente na água do Batismo que nos introduz na Igreja e nos comunica a vida divina, e na Eucaristia, carne e sangue de Cristo, que é "fonte e ápice da vida cristã". O Espírito, dom do Pai e do Filho, completa a obra de salvação: "Com o dom do Espírito, todo homem atinge, na fé, a contemplação e o gosto do mistério do plano da salvação". Do Batismo à Eucaristia, consagrados pelo Espírito Santo que habita em nós (1 Cor 3,16), é este o nosso itinerário para a fé e o mistério de Cristo, a fim de realizar nossa santificação e dedicar-nos à salvação de nossos irmãos. (MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997)
Salmo: 147 (147 B), 12-13.14-15.19-20 (R/.12a)
Glorifica o Senhor, Jerusalém!
12Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.
14A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. 15Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.
19Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. 20Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.
Evangelho: Lucas (Lc 5, 12-16)
A cura do leproso
12Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar". 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero, fica purificado". E, imediatamente, a lepra o deixou.
14E Jesus recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura". 15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho
O apelo dos marginalizados
A ação taumatúrgica de Jesus orientou-se, de modo especial, para os marginalizados. Afinal, eram eles que, desprovidos de recursos e vítimas do abandono social, encontravam no Mestre uma tábua de salvação.
O episódio do leproso, prostrado por terra, e suplicando: “Senhor, se quiseres,
podes curar-me!” – é a imagem perfeita da expectativa dos pobres em relação ao
Messias Jesus. Os leprosos eram as maiores vítimas da marginalização. A doença
os obrigava a se manterem fora da cidade, afastados do convívio social. Sua
presença era motivo de pânico, porque ninguém queria correr o risco de ser
contagiado pela doença e incorrer na impureza ritual.
Jesus, pelo contrário, recusou-se a tratar o leproso como um excluído. Por
isso, desafiando tais preconceitos, aproximou-se dele e o tocou. Resultado: sua
exclusão social foi superada, a dignidade humana, reconquistada, e o opróbrio
imposto pela religião deixou de existir.
Portanto, o serviço de Jesus aos excluídos e marginalizados não se reduzia a
uma solidariedade teórica, limitada às boas intenções. Antes, era feito de
gestos concretos, mediante os quais as pessoas recuperavam o sentido da vida, a
alegria da convivência fraterna, a confiança no amor misericordioso de Deus.
Tratava-se de fazer com que tivessem vida, e a tivessem em abundância. (O
EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)
São Tomás de Córi[1]
Tomás era uma pastorzinho que desde menino era chamado de "o pequeno santo". Inocente e celestial. Seguia o rebanho sempre rezando e o rebanho jamais se dispersava. Ficando órfão de mãe aos 14 anos de idade, vendeu o rebanho e assim pode ajudar as duas irmãs que estavam para se casar. Aos 22 anos de idade vestiu o hábito franciscano em como clérigo. Em 1683 foi ordenado padre. Embora quisesse ser um pregador popular seu nome estava sempre ligado a retiros na ordem franciscana. Seguindo os passos de frei Boaventura de Barcelona (também beatificado) fundou novos retiros ou seja, pequenas comunidades em locais afastados para os frades se dedicarem ainda mais à oração e à direção das almas daqueles que os procuravam; em seguida passou a pregar e foi um pregador bastante conhecido. Alternava suas pregações com orações, extrema pobreza e desapego de tudo, conforme pregava em seus retiros. Após passar o dia inteiro no confessionário, veio a falecer; Foi beatificado pelo Papa Pio VI em 1786. Em 1959 o Papa João XXIII fez uma visita a esse lugar de retiro (Bellegra) para visitar a tumba desse humilde frade pregador de missões e de profundo amor à oração.