Sexta-feira, 30 de maio de 2008
Sagrado Coração de Jesus, Solenidade, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca
Eis os pensamentos do seu coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar
da morte todos os homens e conservar-lhes a via em tempo de penúria. (Sl 32, 11.19)
Hoje: Dia do Geólogo e dia do Decorador e dia Mundial de Oração pela Santificação Sacerdotal
Santos: Joana D'Arc (virgem, mártir, França), Gavino (mártir), São Félix I (papa), Exuperâncio (bispode Ravena), Fernando, Fernando III de Castela, Batista Varani, Eleutério (Papa), Isaac de Constantinopla (abade), Madelgésilo (ou Malgésilo), Valstano, André (beato, bispo de Pistóia), Tiago Bertoni, Guilherme Scott (beato, mártir), Ricardo Newport (beato, mártir), Ferdinando "O Rei" (confessor franciscano, 3ª Ordem, Espanha).
Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Deuteronômio (Dt 7, 6-11)
Um
Deus fiel que guarda a aliança
Moisés falou ao povo, dizendo: 6"Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre todos os povos da terra, para seres o seu povo preferido. 7O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos - na verdade sois o menor de todos - 8mas, sim, porque o Senhor vos amou e quis cumprir o juramento que fez a vossos pais. Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mão poderosa, e vos resgatou da casa da escravidão, das mãos do faraó, rei do Egito. 9Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações, para aqueles que o amam e observam seus mandamentos; 10mas castiga diretamente aquele que o odeia, fazendo-o perecer; e não o deixa esperar: mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido. 11Guarda, pois, os mandamentos, as leis e os decretos que hoje te prescrevo, pondo-os em prática.” Palavra do Senhor!
Salmo: 102 (103) 1-2.3-4.6-7.8-10 (R/. 17)
O amor do Senhor Deus, para todos que o respeitam, existe desde sempre e para sempre existirá
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
II
Leitura: I Carta de João (1Jo 4, 7-16)
Quem
não ama, não chegou a conhecer Deus
7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. Palavra do Senhor!
Evangelho: Mateus (Mt 11, 25-30)
Sou manso e humilde de coração
25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho[1]
Mansidão e humildade
Ao se apresentar como modelo para os seus discípulos: "Aprendam de mim!", Jesus frisou duas posturas pelas quais pautava a sua vida: a mansidão e a humildade. Elas são o reflexo das bem-aventuranças, as quais sempre buscou praticar.
A
mansidão de Jesus expressou-se no trato paciente com os pobres e pequeninos, na
acolhida dispensada aos marginalizados, na atitude benévola em relação aos
pecadores, na valorização de quem era desprezado, no respeito pelos
estrangeiros. Nada, em seu comportamento, denotava arrogância, superioridade.
Aliás, seus adversários, chocados com seu modo fraterno e próximo de estar com
as pessoas, taxavam-no de "comilão, beberrão, amigos dos pecadores e das
pessoas de má fama".
A
opção de Jesus pela mansidão não o impedia de ser severo, quando se fazia
necessário. Seus adversários, sempre cheios de malícia e de segundas intenções,
experimentaram a dureza de suas palavras e a intransigência de suas posturas.
A
humildade de Jesus manifestou-se especialmente em sua relação com o Pai. Jamais
teve a pretensão de ocupar uma posição que não lhe pertencia. Antes, tinha
consciência de ser o enviado do Pai, e de estar a serviço dele. Tudo quanto
fazia tinha o objetivo de reconciliar as pessoas com o Pai, cuja vontade era o
imperativo de sua ação. Por isso, ao concluir seu ministério, Jesus pode
afirmar: "Tudo está consumado!", isto é, fiz tudo o que o Pai me
incumbiu de fazer. A humildade levou-o à cruz!
Sagrado Coração de Jesus
John Nascimento
O mês de Junho é tradicionalmente consagrado
à devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus consiste primariamente na consideração e aceitação da inexaurível fonte de misericórdia e de amor de Deus por nós através do coração trespassado de Cristo.
O Sagrado Coração de Jesus simboliza o amor de Deus por nós de maneira humana, concreta, profunda e atrativa.
Esta devoção nasceu primeiramente no século XII.
Enquanto os teólogos, como S. Boaventura, deram o nome a esta devoção, ela foi propagada primariamente através das experiências e dos escritos dos místicos, como Santa Matilde de Madburgo, Santa Juliana da Noruega e Santa Catarina de Sena.
No século XVII teve um grande incremento e muita popularidade e foi objeto de uma especial devoção.
Tanto S. Francisco de Sales como S. João Eudes, foram os grandes promotores.
A religiosa Visitandina Santa Margarida Maria Alacoque teve visões especiais do Sagrado Coração de Jesus em (1673-1675) em Paray-le-Monial e recebeu um conjunto de 12 promessas que viriam a ter uma grande influência na devoção popular católica ao Sagrado Coração de Jesus.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi, na verdade, um meio providencial para a renovação da vida cristã.
O Protestantismo no século XVI e o Jansenismo no século XVII haviam, com efeito, desfigurado uma das verdades essenciais do Cristianismo, o amor de Deus para com todos os homens.
Tornava-se, por isso, necessário que o Espírito de amor, que dirige a Igreja, encontrasse um meio, que permitisse à Esposa de Cristo impedir a infiltração da heresia.
E a devoção ao Coração de Cristo foi esse meio providencial, pelo qual o Povo de Deus reagiu contra a concepção excessivamente rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às suas últimas conseqüências, seria o renascer da idéia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina.
Liturgicamente, a observância da festa do Sagrado Coração de Jesus foi autorizada pela Igreja em 1765 pelo papa Clemente XIII e, a partir daí, difundida pelos papas Pio IX, Leão XIII, e Pio XI.
Em 1856 Pio IX (1846-1878) estendeu a festa do Sagrado Coração de Jesus a toda a Igreja.
Em 16 de Junho de 1875, consagrou o mundo católico ao Sagrado Coração de Jesus.
Em 1928 Pio XI (1922-1939), definiu a festa do Sagrado Coração como a característica do seu tempo.
Em resposta às visões da irmã Droste-Vishering, e seguindo o exemplo do seu antecessor, Leão XIII, no Ano Jubilar de 1900, consagrou de novo a raça humana ao Sagrado Coração de Jesus.
- Depois da reforma Litúrgica do Concílio Vaticano II a festa do Sagrado Coração de Jesus começou a ser celebrada como Solenidade na Sexta-Feira da segunda semana depois do Pentecostes.
Dirija diretamente ao Coração de Deus o olhar da própria alma, sem dizer nada. (S.João Maria Vianney)