Sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Oitava do Natal, Quarta Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia da Esperança e dia das Devoluções

 

Santos: Silvestre I (Papa), Barbaciano de Ravena (presbítero), Catarina Labouré (religiosa vicentina, propagou a devoção da “medalha milagrosa”), Columba de Sens (virgem, mártir), Donata, Paulina, Rústica, Nominanda, Serótina, Hilária e Companheiras (virgens, mártires de Roma, na Via Salária), Estêvão, Ponciano, Atalo, Fabiano, Cornélio, Sexto, Floro, Quintiano, Minervino e Simpliciano (mártires em Catânia), Hermes de Roma (mártir), Mário de Avenches (bispo), Ofa de Benevento (abadessa), Piniano e Melânia (casal de Roma), Sabiniano e Potenciano (bispos de Sens), Zótico de Constantinopla (presbítero), Pedro de Subiaco (monge, mártir, bem-aventurado), Walemberto de Cambrai (abade, bem-aventurado), Wisinto de Kremsmünster (abade, bem-aventurado).

 

Antífona: Um menino nasceu para nós; um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “mensageiro do Conselho do Deus” (Is 9,6)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que estabelecestes o princípio e a plenitude de toda a religião na encarnação do vosso Filho, concedei que sejamos contados entre os discípulos  daquele que é toda a salvação da humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 2, 18-21)
Nenhuma mentira provém da verdade

 

18Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o anticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já apareceram. Por isso, sabemos que chegou a última hora. 19Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas era necessário ficar claro que nem todos são dos nossos. 20Vós já recebestes a unção do santo, e todos tendes conhecimento. 21Se eu vos escrevi, não é porque ignorais a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade. Palavra do Senhor!

 

Comentário da I Leitura

Vós já recebestes a unção do santo

 

O apóstolo adverte os discípulos contra os falsos doutores, por ele comparados aos 'anticristos". Jesus admoestara a que fugíssemos dos "falsos profetas" (Mt 24,23-24), opostos à mensagem de Cristo, que a Igreja encontraria através dos séculos. O aspecto mais doloroso é que muitos de tais adversários saem das fileiras dos crentes (versículo 19); algum era talvez sacerdote, religioso, teólogo, e tornou-se estranho ou abertamente inimigo. A pertença à Igreja é um mistério que nenhum laço externo pode garantir, mas só a fidelidade a Deus na humildade e constante procura da verdade. Quem recusa a Igreja, recusa a Cristo, vive nas trevas e na mentira. O cristão, consagrado pela unção recebida do Santo" (versículo 20) no batismo e na crisma, deixa-se, porém, guiar suavemente pelo "Espírito de verdade", que vive e age nele por meio de Jesus Cristo. [MISSAL COTIDIANO, Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 95(96), 1-2.11-12.13 (R/.11a)

O céu se rejubile e exulte a terra!

 

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! 2Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação.

 

11O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; 12os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas.

 

13Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

 

 

Evangelho: João (Jo 1, 1-18)

E a palavra se fez carne e habitou entre nós

 

1No princípio era a palavra, e a palavra estava com Deus; e a palavra era Deus. 2No principio estava ela com Deus.

 

3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.

 

10A palavra estava no mundo - e o mundo foi feito por meio dela - mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.

 

14E a palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: "Este é aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim"' 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu conhecer. Palavra da Salvação!

 

Comentário o evangelho

Nós vimos a sua glória

 

Pouco a pouco, a comunidade cristã foi compreendendo a verdadeira identidade de Jesus. Até então, na história da salvação, ninguém havia se apresentado como Messias Filho de Deus. Na verdade, os reis de Israel eram considerados filhos de Deus. Entretanto, jamais alguém havia manifestado tal proximidade com Deus, no falar e no agir, como acontecia com Jesus. Ninguém havia chamado Deus de Pai, servindo-se de um termo familiar, Abba, usado pelas crianças para se referirem a seus genitores. Ninguém se apresentara com o poder de perdoar pecados, restituir a vida aos mortos e enfermos, libertar as pessoas da opressão do demônio. Ninguém, como Jesus, mostrava-se livre diante da Lei e das tradições religiosas.


Na raiz da ação de Jesus, estava sua condição divina. Esta conferia-lhe a liberdade para não se submeter ao legalismo religioso da época, muitas vezes incapaz de levar as pessoas a uma real experiência de Deus; levava-o a desbaratar as forças do anti-Reino, por cuja ação os indivíduos se tornavam cativos do mal e do pecado; dava-lhe um coração misericordioso, como o de Deus, para amar os pecadores e abrir-lhes os caminhos da salvação; tornava-o sensível e solícito aos sofrimentos da humanidade. Nestas ações humanas de Jesus, resplandecia sua glória de Filho de Deus
. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária, Paulus)

·      Pela Igreja de Jesus que continua fiel e corajosa no anúncio do evangelho: Nós vos agradecemos, Senhor!

·      Por todo bem realizado ao longo deste ano em favor dos mais pobres.

·      Por aqueles momentos que não foram tão bons, mas nos ajudaram a crescer.

·      Pelo desenvolvimento conquistado em nosso país no decorrer deste ano.

·      Pelas pessoas que deram algo de si para a melhoria da sociedade.

·      (Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que vos honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Deus enviou ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. (1Jo 4, 9)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Silvestre

São Silvestre era natural de Roma e governou a Igreja de Deus do ano 314 a 335. A conversão de Constantino e do Edito de Milão modificarão os destinos da Igreja. São Silvestre estabeleceu as bases doutrinais e disciplinares, que requeriam a Igreja em um novo contexto social e político em que o cristianismo se tornava a religião oficial do Império Romano. Os cristãos já não eram mais perseguidos e repudiados, podendo professar a sua crença abertamente. E mais ainda, o próprio Imperador tomava a iniciativa de construir as primeiras basílicas, onde o povo pudesse se reunir por ocasião das grandes solenidades. Se, por um lado, a tolerância religiosa contribuiu para a consolidação do catolicismo, por outro empanou a figura de São Silvestre, abrindo um precedente e um difícil entrosamento entre a Igreja e o Estado. Esta aliança se explicava por força das circunstâncias do tempo, quando a Igreja saía de um período de perseguição que já se arrastava há 250 anos. Foi sob São Silvestre que se realizou o primeiro concílio ecumênico da história da Igreja - o Concílio de Nicéia, em 325 -, onde se definiu a divindade de Cristo. E o curioso é que este concílio foi convocado pelo imperador Constantino, tal era a influência nos assuntos eclesiásticos. São Silvestre foi um dos primeiros santos não mártires cultuado pela Igreja. [www.catolico.org.br]

 

 

História do Ano Novo

 

A primeira comemoração ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. e era conhecida como "Festival de Ano Novo". Na Babilônia, a festa começava na primavera por ocasião do equinócio, ou seja: no ponto ou momento em que o Sol, ao descrever a eclíptica, corta o equador, fazendo com que os dias sejam iguais às noites.

 

No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o Ano Novo esotérico). Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia para a comemoração desta grande festa (753 a.C.).

 

O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a.C. Em 1582 a Igreja Católica consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

 

Alguns países comemoram em datas diferentes. Na China, por exemplo, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o Ano Novo é comemorado nos três primeiros dias de janeiro. A comunidade judaica comemora sua festa de Ano Novo ou Rosh Hashaná, - "A festa das trombetas" -, em meados de setembro ou no início de outubro e dura dois dias.

 

Para os islâmicos, o Ano Novo é celebrado em meados de maio. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (que em árabe significa emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622. Nesta ocasião, o profeta Maomé deixou a Cidade de Meca estabelecendo-se em Medina. [IlhaGrande.org]

 

2011 (MMXI) é o novo ano do calendário gregoriano que se iniciará num sábado. Não sendo um ano bissexto, terá 365 dias. As Nações Unidas designam 2011 como o Ano Internacional das Florestas e o Ano Internacional da Química. Estamos no vigésimo primeiro século da Era Cristã e primeiro século do terceiro milênio.

 

 

É hora de planejar

 

Deseja ter um novo ano de sucesso? Então pegue lápis e papel, ou acesso seu computador e comece a desenhar seus sonhos para 2011. Seja prático(a), pé no chão, pragmático(a). Não faça uma “lista de boas intenções para arquivá-la na gaveta” como já diria Drummond, ou não deixe o seu texto perdido por entre pastas no seu computador. As sugestões aqui apresentadas são destinadas às pessoas que acreditam em si como instrumento do sucesso e em Deus como realizador de todos os bons propósitos.

 

1.    Lembra-se do velho 5W+2H? São as sete perguntinhas básicas para qualquer atividade que se preze:

 

§  O quê? (What): a atividade foco

§  Quem? (Who): o nome da pessoa comprometida com o seu sucesso;

§  Quando? (When): a data ou período em que a atividade será executada;

§  Onde? (Where): o local onde o evento será realizado;

§  Por quê? (Why): a justificativa da atividade em foco;

§  Como? (How): como a atividade planejada será executada.

§  Quanto Custa? (How much): quais os custos envolvidos

 

2.    E os problemas e desafios a serem enfrentados? Faça como a Igreja: analise cada item na perspectiva do:

 

§  Ver: como você está vendo o problema e vislumbra as suas possíveis consequências;

§  Pensar: como você vê as soluções (aqui entra o seu plano de ação);

§  Agir: como você executará cada ação de forma direta ou indireta.

 

3.    É hora de atualizar sua nova agenda. Ela é a sua bússola para qualquer momento. Se você é do tipo hightech, há outras ferramentas acessórias:

 

§  O Outlook cai muito bem para o planejamento e o dia-a-dia das suas atividades. Ela serve principalmente para quem está sempre trabalhando em um computador;

§  A Agenda de alguns serviços gratuitos, do tipo YAHOO, GOOGLE, entre outras, cai muito bem para quem está sempre em mobilidade contanto que a Internet esteja sempre ao seu alcance. Alguns serviços enviam mensagens para a sua caixa postal lembrando-lhe sobre determinado compromisso/atividade, sobretudo datas de pagamentos, reuniões, etc. Você pode permitir, ou não, o acesso de terceiros à sua agenda.

 

4.    Seja talentoso(a) nas suas atividades, mas exercite outras qualidades determinantes do sucesso de qualquer profissional: fé, humildade, perseverança, perspicácia, garra, etc. Não precisa ser grande para fazer coisas grandes. Se você sentir-se sempre grande, como fica o Senhor nos seus projetos? É certo que planejamos nossas atividades, mas quem as executa é o Senhor! Já pensou nisso? O Senhor é a fonte principal do nosso sucesso; o fracasso fica por nossa conta, nossa falta de planejamento, nossa falta de organização pessoal e comunitária.

 

5.    Planeje também a sua vida espiritual:

 

§  Faça um planejamento anual da leitura diária da Bíblia; no fim no novo ano você terá lido toda a Sagrada Escritura. Faça uma leitura paralela do AT, SALMO e NT.

§  Se tiver um tempinho extra inscreva-se em um curso de Bíblia, preferencialmente do tipo presencial com alguém capacitado para ensinar as Sagradas Escrituras

§  Faça uma leitura do CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, sobretudo relativa aos temas que mais lhe despertam dúvidas; troque informações com pessoas mais experientes ou com o próprio padre na sua Paróquia.

§  Aprenda novas práticas de orações e meditações. A leitura orante da Bíblia ou, quem sabe, a Liturgia das Horas.

 

6.    Inclua nas suas atividades a participação em tarefas de ajuda ao próximo:

 

§  Serviços voluntários para a boa partilha dos seus talentos;

§  Participação em pastorais da sua Igreja;

§  Participação em entidades não governamentais, sobretudo aquelas sérias e voltadas para a assistência aos necessitados (dependentes químicos, inclusive alcoólatras, esmoleis...)  Ajudar ao próximo faz muito bem e aumenta os créditos da sua caderneta de poupança do Reino!

 

O Senhor lhe dê a paz e todo o sucesso que está reservado para você no novo ano.

 

Hoje, último dia do ano civil, concede-se a Indulgência Plenária a todas as pessoas que, em comunidade, nas igrejas e oratórios públicos ou semipúblicos, rezarem ou cantarem o “Te Deum” em ação de graças.

 

Se não houvesse a esperança, o coração arrebentaria. (Benjamin Franlin)