Terça-feira, 6 de maio de 2008
7ª Semana da Páscoa, 3ª do Saltério (Livro II), cor Litúrgica Branca
Eu sou o primeiro e o último, aquele que vive. Estive morto e eis que estou vivo para sempre, aleluia! (Ap 1, 17-18)
Hoje: Dia do Taquígrafo, dia do Cartógrafo
Santos: André Kim (e companheiros, mártires coreanos), Benta, Heliodoro, Edberto (Bispo de Lindisfarne), Evódio (Bispo da Antioquia), Protógeno (bispo), Teódoto (bispo), Petronace (Abade de Monte Cassino), Prudência (Beata, virgem), Eduardo Jones e Antônio Middleton (beatos, mártires); Gerard de Lunel (Bem-Aventurado, confessor franciscano da 3ª ordem).
Oração: Ó Deus de poder e misericórdia, fazei que o Espírito Santo, vindo habitar em nossos corações, nos torne um templo da sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Atos (At 20, 17-27)
Tempo de testemunho e de prova
Naqueles dias, 17de Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso, convocando os anciãos da Igreja. 18Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes: "Vós bem sabeis de que modo me comportei em relação a vós, durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia. 19Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus. 20Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós, nem de vos ensinar publicamente e também de casa em casa. 21lnsisti, com judeus e gregos, para que se convertessem a Deus e acreditassem em Jesus nosso Senhor. 22E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém sem saber o que lá me acontecerá.
23Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. 24Mas, de modo nenhum, considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o evangelho da graça de Deus. 25Agora, porém, tenho a certeza de que vós não vereis mais o meu rosto, todos vós entre os quais passei anunciando o reino. 26Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós: eu não sou responsável se algum de vós se perder, 27pois não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Contanto que
eu leve a bom termo a minha carreira
e realize o serviço que recebi do senhor Jesus
O adeus de Paulo aos presbíteros e responsáveis pela Igreja que ele gerou para a fé é como o seu testamento espiritual e pastoral, cheio de ternura e de recomendações, de esperanças e temor. É uma alocução que lembra com fortes paralelismos o Sermão da despedida de Jesus, que se lê no evangelho. Mas não são apenas palavras de desafogo; são também um ensinamento. Na primeira parte se traça a fisionomia do apóstolo ideal, juntamente com as exigências de seu ministério. Não lhe são poupadas provações e tribulações, como o não foram a Jesus, o mestre (Jo 13, 18-27). O ministério apostólico não tem tampouco êxito garantido. Com efeito, Paulo tem o triste (mas realístico) pressentimento de que muitos dos que o ouviram desfalecerão um dia; assim como também entre os discípulos de Jesus houve um traidor, houve um renegado, e todos fugiram no momento da prova... Mas o apóstolo está cheio de humilde confiança, porque tem consciência de haver dado tudo e sabe que o Senhor é justo juiz.
Salmo: 67 (68), 10-11.20-21 (R/.33a)
Reinos
da terra, cantai ao Senhor
Derramastes lá do alto uma chuva generosa, e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; e ali vosso rebanho encontrou sua morada; com carinho preparastes essa terra para o pobre.
Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só ele, nos poderá livrar da morte!
Evangelho: João (Jo 17, 1-11a)
Pai, glorifica o teu filho
Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique, 2e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. 3Ora, a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer.
5E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. 6Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. 9Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11aJá não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti". Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho[2]
Os que me deste!
Jesus estabeleceu uma clara distinção entre o mundo e aqueles que lhe foram dados pelo Pai. Referiu-se apenas a estes, quando se dirigiu ao Pai, dizendo: "Eu rogo por eles; não é pelo mundo que eu rogo, mas por aqueles que me deste, porque são teus".
Esta distinção deve ser bem entendida, para não tacharmos Deus de injusto, pensando que já destinou uns para a salvação, e outros para a condenação. Ou que tivesse escolhido um grupo de privilegiados para entregá-los a Jesus, e relegado os demais ao desprezo.
Jesus fora enviado para toda a humanidade, sem exclusão de ninguém. Entretanto, assim como a opção pelo pecado depende da liberdade humana, o mesmo se dá com a acolhida da graça. Alguns abriram o coração para a oferta divina, outros, porém, a recusaram, preferindo permanecer nas trevas do pecado. Ninguém está destinado a ser "mundo", mas faz esta escolha por livre vontade. O Pai entrega a Jesus somente aqueles que acolhem livremente a salvação. Quanto ao mundo, sua atitude de fechamento inviabiliza toda e qualquer ação de Jesus em seu favor.
O mundo frustra a obra de Deus realizada por Jesus. Quem se torna discípulo, tem a missão de resgatar para o Reino da luz quem vagueia no mundo das trevas.
Santa Madre Maria Catarina Troiani[3]
No batismo recebeu o nome de Constância. Aos 5 anos de idade por acontecimentos na família, foi confiada Às Clarissas de Ferentino, passando a se interessar muito pela vida religiosa. Em 8 de dezembro de 1829, aos 16 anos de idade, iniciou o noviciado e após um ano fez sua profissão. Pe. José Môdena, vendo seu carisma missionário planejou levar algumas Clarissas de Ferentino para o Egito na finalidade de abrir uma escola. E seis religiosas partiram em 14 de setembro de 1859 (Catarina com 46 anos de idade) para o Cairo onde conquistaram a simpatia geral. Por causa da seca que adveio, não puderam chamar mais irmãs, tornando-se assim uma Casa Mãe de uma nova Congregação: "Franciscanas Missionárias do Imaculado Coração de Maria" conhecidas popularmente como Franciscanas missionárias do Egito. E Irmã Catarina Troiani, que desde que se consagrara perpetuamente a Deus concebera o nome de Irmã Catarina de Santa Rosa tornou-se a superiora da Congregação. Incansável em suas atividades, adquirira muita confiança do governador muçulmano do Egito, Kedivé) que declarou-se "pai" da obra. Com um ardor cada vez maior ao trabalho, as casas foram aumentando no Egito, Palestina e em outras regiões. Em 1983 a congregação de Madre Maria Catarina contava com 126 casas e mais se 1200 religiosas. Foi beatificada em Roma a 14 de abril de 1985 ao som do hino composto em sua homenagem.
Preparando Pentecostes[4]
A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo do Pentecostes, procurar meditar a Palavra de Deus desse domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…
EVIDENCIAR OS CARISMAS.
O Pentecostes é a festa do nascimento da Igreja. Seria, pois, importante fazer uma liturgia em que aos variados carismas pudessem aparecer. Seria necessário pensar em fazer-se apelo aos talentos de leitores, de salmista, de músico, de diretor do canto, de decorador, etc… Importa que a assembléia apareça como una e diversa.
NÃO OMITIR A SEQUÊNCIA.
Não omitir a seqüência de Pentecostes depois da segunda leitura e antes da aclamação ao Evangelho. Pode ser lida por duas pessoas (com um fundo musical) ou, melhor ainda, cantada.
Não tem sentido lutar quando estamos em vantagem. (Mahatma Gandhi)