Terça-feira, 13 de maio de 2008

6ª Semana do Tempo Comum,  2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem definida que me salva. Sois minha fortaleza

e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)

 

 

Hoje: Dia da Fraternidade Brasileira, dia da Abolição da Escravatura, dia do Automóvel, dia da Estrada de Rodagem e dia do Zootecnista.

 

Santos: "O Silencioso" (Bispo e Eremita, Nicópolis, Armênia), Júlia Billiart, Fátima, Apariçãode Nossa Senhora a três crianças (Fátima, Portugal). Glicéria (Virgem e mártir), Servácio (bispo de Tongres e de Maastricht), João (o Silencioso), Inês (abadessa), Discíola, Roberto Belarmino (Arcebispo de Cápua e Cardeal, Doutor da Igreja), Múcio (mártir), Erconvaldo (Bispo de Londres), Eutímio "O Iluminador" (Abade), Imelda (Beata, virgem), Juliana de Nórvico (beata, Virgem), Pedro Regalato, André Humberto Fournet (co-fundador das Filhas da Cruz), Juliano do Valle (Confessor franciscano da 1ª Ordem)

 

Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Tiago (Tg 1, 12-18)
Feliz o homem que suporta a provação
 
12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: "É Deus que me está tentando", pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

A comprovação da fé produz em vos a perseverança

 

A “perfeita alegria” que se experimenta no sofrimento e na provação coloca-nos diante dos olhos a figura de Francisco de Assis. Nele encontramos  a aletria, a humildade de coração e a paciência, a sabedoria alcançada com a oração. Através das provações encontradas em sua vida ou deliberadamente enfrentadas, ao deixar as riquezas e abraçar as humilhações da “irmã pobreza”, recebeu ele muito do Senhor e tornou-se “perfeito e íntegro”, contribuindo para a reforma da Igreja de seu tempo. Dentro do espírito de Tiago e de Francisco, o Concílio Vaticano II exorta “todos os católicos” a “tender à perfeição cristã” (Cf Tg 1, 4; Rm 12, 1-2) e a esforçar-se, cada um conforme suas condições, a fim de que a Igreja,trazendo em seu corpo a humildade e a mortificação de Cristo, vá dia a dia se purificando e renovando, até que Cristo a faça aparecer resplendente de glória, sem mancha nem ruga.”

 

 

Salmo: 93(94), 12-13a.14-15.18-19 (+12a)

Bem-aventurado é aquele a quem ensinais a vossa lei!
 
É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da lei, para dar-lhe um alívio na angústia. 
 
O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.
Quando eu penso: "Estou quase caindo!" Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

 

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 8, 14-21)

Tendo olhos não vedes, tendo ouvidos, não ouvis
 

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: "Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". 16Os discípulos diziam entre si: "É porque não temos pão". 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: "Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Doze". 20Jesus perguntou: "E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Sete". 21Jesus disse: "E vós ainda não compreendeis?" Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico: Mt 16, 1-4 (Os fariseus pedem um sinal no céu)

 

 

 

Comentário o Evangelho[2]

O fermento perigoso

 

A contaminação dos discípulos através do fermento dos fariseus e de Herodes consistia numa espécie de materialismo que se apossava deles.

 
Quando os discípulos deixaram tudo para seguir Jesus, optaram por colocar-se nas mãos da Providência. Não lhes tinha sido prometido recompensa de espécie alguma, nem o Mestre lhes havia garantido uma vida cômoda e tranqüila. O discipulado basear-se-ia na total confiança em Deus e na recusa de construir a própria segurança com a posse dos bens materiais. Por conseguinte, a pobreza seria um traço característico do projeto de vida dos discípulos. O sinal de que algo estranho estava acontecendo com eles ficou patente quando, em plena travessia do lago, deram-se conta de não terem trazido pão suficiente para todos. E começaram a falar sobre isto, lamentando-se e se autocensurando, pois, ao desembarcarem, não teriam chance de comprar pão necessário para alimentar-se.


Jesus os censurou, chamando-lhes a atenção para o tema da solidariedade e da partilha. Assim como multidões foram alimentadas, por causa da solidariedade de alguém que partilhou seus poucos pães e peixes, o mesmo iria acontecer com eles.


O discípulo deve ser o primeiro a acreditar no milagre da partilha. É esta a maneira como o Pai costuma agir em favor deles.

 

 

Nossa Senhora de Fátima[3]

 

 

 

Em 13 de maio de 1917 realizou-se a primeira das seis aparições da Virgem aos privilegiados videntes Lúcia (que ainda vive) Francisco e Jacinta, quando o mundo se debatia ainda nas violências e atrocidades da guerra. A Virgem Maria apareceu seis vezes em Fátima aos três pastorinhos e, através deles, a Santa Mãe de Deus recomendou insistentemente aos homens a firmeza da fé e o espírito de oração, penitência e reparação. O culto de Nossa Senhora de Fátima, depois de ter sido aprovado pelo Bispo da diocese e mais tarde confirmado pela Autoridade Apostólica, foi especialmente honrado com a peregrinação do papa Paulo VI ao local das aparições no ano 1967 e pelo santo Papa João Paulo II, no ano 1982.

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998

[3] www.asj.org.br