Terça-feira, 15 de janeiro de 2008
I Semana do Tempo Comum, Ano Par, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Ergamos nos nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão
dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.
Hoje: Dia da Imprensa Filatélica
Santos: Bonito de Clermont (monge, bispo) , Ceovulfo (rei da Nortúmbria, Inglaterra, monge), Efísio da Sardenha (mártir), Habacuc (profeta bíblico do Antigo Testamento), Isidoro de Alexandria (presbítero), Ida de Limerick (virgem), João Calabites (eremita), Laudato de Bardsey (abade), Macário, o Grego (eremita de Alexandria), Malardo de Chartres (bispo), Maura e Brita (virgens de Tours), Máximo de Nola (bispo), Miquéias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Paulo de Tebas (eremita), Secundina de Roma (virgem, mártir), Tarsícia de Rodez (virgem), Francisco Fernando de Capillas (dominicano, mártir, bem-aventurado), Pedro de Castelnau (monge, mártir, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: I Samuel (1 Sm 1, 9-20)
Ana se dirige ao Senhor pedindo para conceber um filho
Naqueles dias, 9Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. 10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. 11E fez a seguinte promessa, dizendo: "Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça". 12Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios.
13Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14por isso lhe disse: "Até quando estarás bêbada? Vai tirar essa bebedeira!" 15Ana, porém, respondeu: "Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho, nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora”. 17EIi então lhe disse: "Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste". 18Ela respondeu: "Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos". E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque - disse ela - "eu o pedi ao Senhor". Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura
O senhor lembrou-se de Ana e ela deu
à luz um filho e chamou-o de Samuel
A amargura, causada pelo desprezo da outra mulher leva Ana a prostrar-se, quase desesperada, diante de Deus. Dela sai uma oração cheia de humildade e confiança: "Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva e vos lembrardes de mim...". Ana compreendeu duas coisas importantíssimas: Deus tem sua parte na vida de cada homem; quando as forças do homem nada mais podem, a força de Deus ainda pode. Além disto, Ana também compreendeu que, se um filho é obra de Deus, deve voltar a Deus.". ..eu o oferecerei ao Senhor durante todos os dias de sua vida". Na vida de cada homem há a parte de Deus e a parte de cada homem. A história de cada um de nós começa antes de nós, na esperança de quem nos desejou e esperou. O amor de Deus e o amor dos pais estão na origem de toda vida humana. (Missal Coditiano, ©Paulus, 1997)
Cântico: 1Sm 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R/.cf.1a)
Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.
O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.
Evangelho: Marcos (Mc 1, 21b-28)
Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoniado
21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24"Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus". 25Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!" 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia. Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho
Ensinava com autoridade
A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros. Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito.
O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.
Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)
Para sua reflexão pessoal[1]
A libertação do endemoniado reflete a firme autoridade de que Jesus recebe de Deus; até o demônio a reconhece. Para a nossa realidade, participar dos reflexos positivos da autoridade do Messias é seguir a sua Palavra, passando do Evangelho à vida cotidiana, na prática. Não estar atento a autoridade de Cristo, não seguindo os seus ensinamentos, é estar aberto à influência do maligno. Sejamos então eternos aprendizes do nosso Mestre e Salvador.
Santo Arnaldo Jassen
Santo Arnaldo Janssen era o segundo entre 11 irmãos, uma família profundamente católica, da classe média. Trata se um gigante espiritual, cuja biografia é impossível de ser resumida. Com apenas 20 anos de idade habilitou-se como professor de todas as matérias ginasiais em Bonn. Em seguida entrou no seminário maior de Münster, sendo ordenado em 5 de agosto de 1861. Por 12 anos foi professor e escritor de obras divulgadas. Foi diretor do Apostolado da Oração em Bonn. Renunciou ao cargo de professor e diretor do Apostolado da Oração e começou sua grande obra como fundador, a qual se dedicou até sua morte. Eis outras de suas fundações: Fundador da Sociedade Verbo Divino (1875), das Missionárias Servas do Espírito Santo (1889) e das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1896) todos os três institutos em Steyl, na Holanda. Pioneiro das missões entre pagãos e entre católicos num clero escasso na América Latina e nas Ilhas Filipinas. Pioneiro do movimento moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Promotor do cuidado espiritual para com os migrantes, imprensa católica, apostolado dos leigos, etc. No final da vida foi obrigado a se refugiar para escapar ao Kuturkampf- perseguições à Igreja no recém Império alemão, dos últimos anos de governo de Bismarck. (www.asj.org.br)