Terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Terceira Semana do Advento, 3ª do Saltério (Livro I), Cor Litúrgica Roxa

 

 

Eis que o Senhor virá e com ele todos os seus santos, e haverá uma grande luz naquele dia. (Zc 14, 5.7)

 

Hoje: Dia do Reservista

 

Santos: Adelaide (imperatriz da Alemanha, viúva), Ageu (profeta bíblico do Antigo Testamento), Aitala e Apseu (mártires), Albina de Formies (virgem, mártir), Ananias, Azarias e Misael (jovens do Antigo Testamento, citados em Dn 3, 88), Beano de Aberdeen (bispo), Elias de Al-Muharraq (bispo), Irenião de Gaza (bispo), Jacó (patriarca bíblico do Antigo Testamento), Memnon de Éfeso (bispo), Nicolau Crisoberge (patriarca de Constantinopla), Valentim, Concórdio, Nadal e Agrícola (mártires), Bartolomeu de Florença (bem-aventurado), Guillerme de Fenol (monge, bem-aventurado), José Manyanet (presbítero, bem-aventurado), Maria dos Anjos (virgem, bem-aventurada), Reinaldo de Cîteaux (abade, bem-aventurado), Sebastião Maggi (presbítero, bem-aventurado).

 

Oração: Ó Deus, que por meio do vosso unigênito nos transfigurastes em nova criatura, considerai a obra do vosso amor e purificai-nos das manchas da antiga culta no advento do vosso Filho. Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Sofonias (Sf 3, 1-2.9-13)
Deus mesmo virá em socorro do povo de Israel

 

Assim fala o Senhor: 1”Ai de ti, rebelde e desonrada, cidade desumana. 2Ela não prestou ouvidos ao apelo, não aceitou a correção; não teve confiança no Senhor, nem se aproximou de seu Deus. 9Darei aos povos, nesse tempo, lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe prestem culto em união de esforços. 10Desde além-rios da Etiópia, os que me adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas.

 

11Naquele dia, não terás de envergonhar-te por causa de todas as tuas obras com que prevaricaste contra mim; pois eu afastarei do teu meio teus fanfarrões arrogantes, e não continuarás a fazer de meu santo monte motivo de tuas vanglórias. 12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres". E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniqüidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

A salvação messiânica é prometida a todos os pobres

 

Só Deus salva. O conhecimento de Deus, a conversão e a fé são um dom de Deus. A própria oração, ato consciente e livre do homem, é uma resposta ao seu convite. Ora, é certo que Deus não nega o seu dom, pois quer que "todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4). Mas importa que o homem se convença de que a única atitude que convém à sua condição é a do "pobre". Deu quer salvar todos os homens. Não existe povo nem classe privilegiada (v. 9). A Igreja, longe de se sentir em condição de privilégio entre os povos, tem a missão de lhes anunciar o amor salvífico universal do Pai. Anúncio particularmente oportuno em nosso tempo, quando se abre caminho mormente entre os jovens, para o sentido da fraternidade universal.

 

Salmo: 33(34), 2-3.6-7.17-18.19 e 23 (R/.7a)

Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido

 

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

 

Contemplai a sua face e alegrai­-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.

 

Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.

 

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 21, 28-32)

Jesus é o Salvador de toda a humanidade

 

Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28"Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: 'Filho, vai trabalhar hoje na vinha!' 29O filho respondeu: 'Não quero'. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: 'Sim, senhor, eu vou'. Mas não foi.

 

31Qual dos dois fez a vontade do pai?" Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "O primeiro". Então Jesus lhes disse: "Em verdade vos digo, que os publica-nos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho[2]

Um homem e seus dois filhos

 

A parábola evangélica desmascara a liderança religiosa do tempo de Jesus, sempre pronta a criticar e a marginalizar os que eram considerados pecadores. Ela própria, no entanto, era incapaz de se submeter, adequadamente, à vontade de Deus.


A atitude de um homem e de seus dois filhos é a metáfora do relacionamento do povo de Israel com Deus. O homem da parábola representa Deus. Este tem um projeto para seu povo, expresso no Decálogo, pelo qual cada israelita pautaria sua vida. Da obediência à vontade divina resultaria uma sociedade fraterna, sem excluídos, onde os mais fracos e pequeninos seriam mais dignos de apoio e atenção.


A liderança religiosa corresponde ao filho que se predispõe a obedecer às ordens do pai, mas, de fato, se omite. Os mestres da Lei e os fariseus mostravam-se fiéis à vontade de Deus e externamente pareciam se esforçar por cumprir cada preceito da Lei, sem omitir um sequer. Chegavam até a ser minuciosos. Tudo, porém, puro exibicionismo, superficialidade, no intuito de granjear o louvor do povo. Uma piedade sem consistência!


Os pecadores, identificados com os cobradores de impostos e as meretrizes, são representados pelo filho que se recusa a obedecer, mas acaba cumprindo a ordem paterna. Correspondem à categoria de pessoas que, aparentemente afastadas de Deus, no seu dia-a-dia buscam ser solidárias, estando sempre prontas para fazer um gesto de amor, numa expressão de fé em Deus. São estas as pessoas que fazem a vontade de Deus, e não as primeiras.

 

São Clemente Marchisio[3]

 

Freqüentou o seminário de Bra (Cuneo) no curso de Teologia e em 20 de setembro de 1856, aos 23 anos de idade, ordenou-se sacerdote. Discípulo de São José Cafasso, diretor dessa instituição em teologia e moral pastoral, passou dois anos na sede do Pensionato eclesiástico de Turim. Constatando que o pão e o vinho da Santa Missa não eram puros, modificou-os e daí derivou o nome de seu Instituto: "Irmãs das Hóstias". Continuou em Rivalba até sua morte. Em 1860, tomou posse da paróquia de Rivalba. Ali construiu um asilo para meninas e uma fiação - para dar trabalho para as jovens e assim evitar que fossem buscar trabalho em cidades grandes, o que facilmente as poderia corromper. Convidou as Vicentinas de Maria Imaculada, ordem fundada pelo beato Frederico Albert para lhes dar assistência. Quando estas vieram a faltar, substituiu-as por um grupo de jovens: o primeiro núcleo das filhas de São José. Até 1983, data em que foi beatificado pelo santo Papa João Paulo II, sua casa em Roma já possuía mais de 450 membros. A razão principal de sua existência foi o ministério paroquial, o cuidado das almas a exemplo de São Cura D'Ars e para todos outros padres.

 

 

Na caridade o pobre é rico, sem caridade o rico é pobre. (Santo Agostinho)

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas

[3] www.asj.org.br